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Diálogo com o Deus Interior

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Diálogo com o Deus Interior- Paulo Nogueira– Quanto tentas ser bom, não o és. Porque não tens conseguido ajudar os outros apesar das tuas imensas tentativas? Tens sentido frustração, tristeza, ressentimento em relação a um Deus externo a ti por não te ter concedido as ferramentas que necessitavas para os ajudar… Desejas realmente saber a razão?

A razão é porque ainda não te amas tal e qual como és. A razão é que ainda não aceitas que tu és parte do próprio Deus Pai-Mãe. Ainda não aceitas a tua verdadeira divindade. Ainda não a reconheces em Ti. Acreditas que a tua divindade cresce com o tempo, que daqui a alguns anos, décadas, encarnações até, serás mais divino do que és hoje. Mas a verdade, a grande verdade, é que a tua divindade é imutável. As tuas enormes sequências de encarnações servem apenas para que Tu te experimentes de diversas maneiras, todas elas, divinas. É bom demais para ser verdade?

Nada é bom demais para ser verdade quando nos amamos na plenitude do nosso ser, quando nos aceitamos integralmente. Até que isso seja uma crença bem instalada no teu subconsciente, sentirás que há coisas que são demasiado boas para tu as experimentares. Sentes que elas estão além das tuas capacidades, dos teus conhecimentos ou, ainda, do teu merecimento. Tens um veneno em tua mente cujo antídoto consiste pura e simplesmente na Sabedoria do teu coração. A tua mente separa. O teu coração une. Tens uma Sabedoria imensa dentro de ti que flui quando tu fluis, quando te permites.

Se buscas palavras complexas, estás na mente. Porém, do coração emergem palavras simples. A Sabedoria é traduzida por simples verdades, não por construções mentais complexas e rebuscadas. Se buscas o rebuscamento, ages como um cão caçando a sua própria cauda. Jamais esse cão irá alcançar o seu objectivo e o resultado será desânimo, cansaço, frustração, tristeza… Já te sentiste assim antes?

Apercebe-te que és tu que constróis o sofrimento para ti mesmo sempre que buscas a mente ao invés de repousares no coração.

A mente fala. O coração está em silêncio. A mente procura e, por isso, está em constante movimento. O coração já encontrou e por isso está em repouso. Se tens uma mente e um coração, és tu que decides onde queres estar. Podes decidir se queres estar na busca eterna de quem Tu és ou se já te encontraste e regozijares-te com isso, colhendo os frutos da tua realização interior.

A verdade não está no futuro. A verdade é aqui e agora. A verdade aguarda que tu a descubras dentro de ti. Não há nada que necessites de fazer para a alcançar. Mas há algo que necessitas de conhecer no entanto. Necessitas de conhecer que és Deus em ti mesmo. Necessitas de abdicar da ideia de tentar agradar a Deus fazendo o bem aos homens. Não é que não devas fazer o bem mas sim que deves deixar de o fazer apenas para agradar a uma ideia na tua mente que concebes como um Deus externo a ti, separado de Ti. Deverás sim, fazer o bem, mas sabendo que és tu como Deus que o fazes e que, quando o fazes, não o fazes senão com intenção de te agradares a Ti mesmo. Não no sentido, porém, de te engrandeceres dado que como ser infinito que és, não te podes tornar maior. O que poderia ser maior que o infinito? Não existe nada além do infinito. Sempre que fazes algo que sabes que te poderá engrandecer aos olhos dos outros, não provas mais do que a pequenez com que te consideras e que tentas compensar com algo externo a ti.

Amor, Luz, Sabedoria… Eis algo que quanto mais dás, mais recebes!
Canalizado por Paulo Nogueira.

 

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