{"id":16270,"date":"2023-02-14T19:03:17","date_gmt":"2023-02-14T19:03:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulonogueiraterapias.com\/?p=16270"},"modified":"2023-02-15T16:02:58","modified_gmt":"2023-02-15T16:02:58","slug":"rotina-nos-relacionamentos-amorosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulonogueiraterapias.com\/en\/rotina-nos-relacionamentos-amorosos\/","title":{"rendered":"Rotina &#8211; o assassino silencioso dos relacionamentos amorosos"},"content":{"rendered":"\n<p>A rotina \u00e9 uma das principais causas de ang\u00fastia nos relacionamentos amorosos que pode resultar no seu fim, <\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos relacionamentos amorosos iniciam com paix\u00e3o. Dependendo das caracter\u00edsticas pessoais de personalidade dos dois envolvidos, dos h\u00e1bitos do casal, das suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o aos relacionamentos amorosos, do seu hist\u00f3rico amoroso e das suas profiss\u00f5es, a rotina pode demorar meses ou anos a instalar-se num relacionamento. Por\u00e9m, cedo ou tarde, esse assassino silencioso instala-se no lar do relacionamento e come\u00e7a a dar as caras.<\/p>\n\n\n\n<p>A rotina n\u00e3o escolhe idades dos intervenientes de um relacionamento. Nos meus atendimentos com Cura Ascensional, j\u00e1 vi casos em que a rotina se instalou entre uma mulher de 42 anos e um homem de 27 anos ao fim de 4 anos de relacionamento, entre um casal em que ambos tinham 35 anos e estavam juntos desde os 23 anos, entre um casal nos seus 43 anos que estavam juntos num relacionamento com 20 anos, num casal de namorados cujo relacionamento j\u00e1 durava 3 anos em que o homem tinha 33 anos e a parceira 35 anos, e ainda um outro, em que o relacionamento j\u00e1 durava h\u00e1 6 meses e o homem tinha 66 anos e a mulher 52 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o leitor poder\u00e1 constatar, quer haja diferen\u00e7a de idades significativa entre os elementos do casal o que sugere que estejam em fases diferentes das suas vidas, quer eles perten\u00e7am, sensivelmente, \u00e0 mesma faixa et\u00e1ria n\u00e3o variando mais de 2 anos na sua diferen\u00e7a de idades, a rotina instala-se.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual forma, quer sejam jovens abaixo dos seus 35 anos, ou mais maduros (acima dos 50 anos), ou estejam na meia-idade (por volta dos 40 anos), a rotina surge. A rotina nos relacionamentos amorosos tamb\u00e9m aparece, independentemente de o casal se ter conhecido ainda jovem e nenhum dos elementos ter tido muitos parceiros rom\u00e2nticos antes do actual, ou em pessoas mais vividas, que tiveram j\u00e1 v\u00e1rios relacionamentos amorosos antes do actual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por norma, dado que n\u00e3o existem duas pessoas com personalidades id\u00eanticas, um dos elementos do casal \u00e9 mais tolerante \u00e0 rotina que o outro. Muitas vezes, enquanto que um dos membros v\u00ea a rotina como um problema, o outro v\u00ea a rotina como algo inevit\u00e1vel e at\u00e9 natural.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema no relacionamento com a rotina come\u00e7a, precisamente, quando um dos membros a v\u00ea como um problema, e passa a exigir do outro, medidas para a combater. Pode at\u00e9 tornar-se mais exigente e amea\u00e7ar terminar o relacionamento se o outro n\u00e3o conseguir resolver o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Tipicamente, \u00e9 a mulher que sente maior intoler\u00e2ncia \u00e0 rotina num relacionamento e que passa a exigir do companheiro, medidas que a fa\u00e7am sentir-se como ela se sentia no in\u00edcio do relacionamento. Essa cobran\u00e7a constante pode tornar-se t\u00e3o forte que come\u00e7a, com o tempo, a prejudicar a estabilidade do relacionamento e, mais do que a pr\u00f3pria rotina, \u00e9 a cobran\u00e7a constante que pode levar ao t\u00e9rmino do relacionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 da natureza masculina procurar a estabilidade, para poder come\u00e7ar a focar-se em outras \u00e1reas onde o homem procura realiza\u00e7\u00e3o pessoal. O homem, tipicamente, quer sentir que essa parte da sua vida est\u00e1 resolvida, para poder passar a dedicar-se \u00e0 parte profissional de uma forma mais integral.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa ter apoio da sua companheira. Apoio da sua companheira, do ponto de vista do homem, significa n\u00e3o ter de a ouvir a lamentar-se frequentemente de que a vida amorosa dos dois se tornou entediante, e que a responsabilidade \u00e9 dele.<\/p>\n\n\n\n<p>A companheira quer sentir as emo\u00e7\u00f5es fortes que o relacionamento lhe proporcionava no in\u00edcio, e das quais sente saudade. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o companheiro tem uma agenda diferente. Um homem, tipicamente, separa as partes de um sistema em caixinhas. E f\u00e1-lo com a pr\u00f3pria vida tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, temos a caixinha da vida amorosa, a caixinha da vida profissional, a caixinha da vida familiar (pais, irm\u00e3os e filhos), a caixinha do relacionamento consigo mesmo (inclui processos de reflex\u00e3o, espiritualidade e mat\u00e9rias conectadas com a consci\u00eancia de si mesmo), a caixinha dos amigos e, finalmente, a caixinha dos <em>hobbies<\/em>. Afinal, tem que haver tamb\u00e9m espa\u00e7o para divers\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Um homem resolve um problema para n\u00e3o ter de voltar a pensar nele. \u00c9 como se fosse um relat\u00f3rio de vendas do produto principal da empresa que o chefe ped\u00edu para entregar na quarta-feira seguinte at\u00e9 \u00e0s 16:00! Uma vez terminado, envia-se ao chefe e n\u00e3o se pensa mais nele. Tarefa conclu\u00edda! Mais um ponto! \u00abPodemos descansar um pouco at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima tarefa!\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>Uma caixinha \u00e9 apenas como mais um problema a ser resolvido. Sendo assim, atentemos na caixinha da vida amorosa. O homem seduz a mulher. Namora com ela. Eventualmente, casa ou vive junto com ela passado um per\u00edodo de tempo ap\u00f3s se terem conhecido, e depois, j\u00e1 pode descansar, atirar a caixinha da vida amorosa para tr\u00e1s das costas, pois essa caixinha j\u00e1 est\u00e1 resolvida. J\u00e1 n\u00e3o se tem de voltar a pensar nela, certo? N\u00e3o, errado! O homem come\u00e7a a descobrir que a sua companheira n\u00e3o v\u00ea a realidade do que significa estar num relacionamento sob a mesma perspectiva que ele, e essa descoberta vai trazer, inevitavelmente, imensos dissabores ao companheiro, cuja companheira se recusa a partilhar dessa vis\u00e3o simplificada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tipicamente, quando o homem pensava que bastava apenas conhecer uma mulher, iniciar um relacionamento amoroso com ela, oficializar o relacionamento, ter, ou n\u00e3o, um ou dois filhos para enfeitar o quadro, e esquecer-se da rela\u00e7\u00e3o, para poder finalmente dedicar-se \u00e0 vida profissional\/financeira, de alma descansada, sabendo que se acontecer algum problema, a companheira estar\u00e1 l\u00e1 para o apoiar emocionalmente e o ajudar a superar algum obst\u00e1culo que surja na sua vida (uma doen\u00e7a grave, a perda de prest\u00edgio profissional por demiss\u00e3o, diminui\u00e7\u00e3o das receitas da empresa, um esc\u00e2ndalo social, o falecimento de um familiar, o mau relacionamento com um colega de trabalho, subordinado ou chefe, etc), ele passa a descobrir que se enganou totalmente! <\/p>\n\n\n\n<p>Ele finalmente se apercebe que n\u00e3o percebeu o que esperavam de si! E quando se d\u00e1 essa tomada de consci\u00eancia, ele, tipicamente, refugia-se, quando confrontado pela companheira, no sil\u00eancio. Normalmente, quando questionado pela inquisidora companheira, que se assume com ares de superioridade moral, o que ele deseja fazer em rela\u00e7\u00e3o ao problema da rotina amorosa, ele v\u00ea-se acuado que nem um gato num canto da sala, com medo do c\u00e3o de guarda da fam\u00edlia!<\/p>\n\n\n\n<p> Essa quest\u00e3o n\u00e3o tem resposta f\u00e1cil. A companheira acusa-o, sem d\u00f3, nem piedade: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8220;J\u00e1 n\u00e3o me d\u00e1s aten\u00e7\u00e3o como no in\u00edcio&#8230;&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;N\u00e3o me dizes que estou bonita.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;J\u00e1 n\u00e3o me beijas como antes. E quando beijas \u00e9 porque eu te pedi. N\u00e3o tomas a iniciativa.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;N\u00e3o reparaste nas minhas unhas, no meu penteado novo, na minha roupa nova, no novo estilo que dei ao quarto, no meu perfume novo, no meu novo corte de cabelo, nas mudan\u00e7as dos m\u00f3veis da casa&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Sou eu que tenho de tomar a iniciativa sempre na rela\u00e7\u00e3o&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;J\u00e1 n\u00e3o perguntas como eu estou, como eu me sinto. Quando perguntas, v\u00ea-se que s\u00f3 perguntas por obriga\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o por interesse genu\u00edno.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Quando fazemos amor, n\u00e3o sinto amor mais da tua parte. Sinto que j\u00e1 s\u00f3 fazemos sexo.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;H\u00e1 muitos anos que n\u00e3o sa\u00edmos para s\u00edtios novos!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;\u00c9s um acomodado!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;A nossa vida sentimental \u00e9 um verdadeiro hino ao t\u00e9dio.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;N\u00e3o sei como aguentas fazer todos os dias a mesma coisa, comer os mesmos pratos, ir aos mesmos restaurantes, viajar aos mesmos locais, durante anos seguidos. Para mim, chega! N\u00e3o d\u00e1 mais!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Somos como dois amigos a viver debaixo do mesmo tecto&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Se j\u00e1 n\u00e3o me amas, diz-me, eu aguento, s\u00ea sincero!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;N\u00e3o \u00e9s rom\u00e2ntico! N\u00e3o \u00e9s carinhoso!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;\u00c9s um homem trabalhador e fiel, mas n\u00e3o estou satisfeita&#8230; Preciso de mais.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Tomaste-me por garantida&#8230; No in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, eras mais atencioso e fazias mais coisas por mim.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O companheiro, tipicamente, algumas vezes, tenta ignorar fazendo <em>zapping<\/em> nos canais de televis\u00e3o, revisitando as mensagens de WhatsApp pela mil\u00e9sima vez, lendo artigos de not\u00edcias, jogando jogos no <em>smartphone<\/em> que parece agora como o seu melhor amigo, o fiel companheiro electr\u00f3nico que o salva da saraivada impiedosa de cr\u00edticas da sua companheira atrav\u00e9s do desvio de aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o da sua pr\u00f3pria consci\u00eancia que se pergunta, uma e outra vez, como se resolve este problema para se poder voltar a esquecer dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele estar\u00e1 a pensar que seria mais f\u00e1cil se ela lhe apontasse um arm\u00e1rio cuja porta tivesse desencaixado para ele consertar, um problema mec\u00e2nico no autom\u00f3vel, a atualiza\u00e7\u00e3o do sistema operativo do computador dela, ou qualquer outro problema que implicasse o uso do racioc\u00ednio e n\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tipicamente, ele perguntar\u00e1: &#8220;E o que queres que eu fa\u00e7a?&#8221; ao que a companheira responde incisiva: &#8220;Quero que tomes uma atitude! Sinto-me entediada. N\u00e3o fazes nada para mudar!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras vezes, o companheiro improvisar\u00e1 uma justifica\u00e7\u00e3o: &#8220;Tenho-me sentido cansado, n\u00e3o quero falar disso agora, amanh\u00e3 falamos.&#8221;, &#8220;Tenho estado muito absorvido no trabalho&#8221;, &#8220;Quem \u00e9 que achas que paga 60% das contas? Se estou a trabalhar, n\u00e3o te posso estar a dar aten\u00e7\u00e3o. \u00c9s algum beb\u00e9 que precisa de aten\u00e7\u00e3o constante?&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p>Quando a t\u00e1tica de ignorar a companheira usando o <em>smartphone<\/em>, a <em>smart tv<\/em>, um filho ou um animal de estima\u00e7\u00e3o n\u00e3o funciona, ou mesmo, a tentativa de uma justifica\u00e7\u00e3o tosca e gen\u00e9rica, ent\u00e3o o companheiro tender\u00e1 revidar com cr\u00edticas de volta:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8220;Tamb\u00e9m n\u00e3o fazes nada para melhorar!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Sou eu que tenho de fazer tudo na rela\u00e7\u00e3o?&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Arranjas problemas onde eles n\u00e3o existem!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Se te sentes entediada, vai fazer <em>crochet<\/em>, ou vai arranjar algo de \u00fatil para fazer, e para de me atormentar o ju\u00edzo!&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Tens falta de problemas realmente s\u00e9rios na vida para te preocupares, e decidiste passar a aborrecer-me com essas frivolidades para te entreteres, foi?&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O homem, em geral, d\u00e1-se melhor com a rotina na vida amorosa, dado que procura a estabilidade emocional, para poder dedicar-se quase, em exclusivo, \u00e0 parte profissional, e assim, poder realizar-se, realmente, como indiv\u00edduo. O desafio \u00e9 conseguir manter a rela\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o ter de se preocupar com a rela\u00e7\u00e3o. Estamos perante um paradoxo.<\/p>\n\n\n\n<p>O companheiro, tipicamente, satisfaz-se t\u00e3o somente em estar num relacionamento. A qualidade n\u00e3o \u00e9 um factor t\u00e3o relevante assim e, por consequ\u00eancia, a monotonia ou o t\u00e9dio, n\u00e3o ser\u00e1 para ele, especialmente, a partir dos 30 anos, um factor suficiente para justificar o t\u00e9rmino de uma rela\u00e7\u00e3o. Assim, quem normalmente exige mudan\u00e7as \u00e9 a companheira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fito de manter a rela\u00e7\u00e3o, e sabendo que, raramente, ter\u00e1 alguma hip\u00f3tese de vencer uma discuss\u00e3o arremessando argumentos racionais para cima de uma companheira completamente surda aos mesmos, especialmente quando ela se encontra receptiva apenas a argumentos emocionais, o companheiro comummente, concordar\u00e1, superficialmente, com a companheira, na tentativa de ela parar com as cobran\u00e7as, prometendo mudan\u00e7as em si mesmo, como se ele estivesse errado e com a culpa, e tivesse de empreender um esfor\u00e7o, no sentido de corrigir o seu erro. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa humildade masculina \u00e9, naturalmente, ilus\u00f3ria, de forma a provocar um cessar-fogo nas hostilidades entre os dom\u00ednios de V\u00e9nus e Marte. E como tudo o que \u00e9 ilus\u00f3rio, \u00e9 tempor\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa vit\u00f3ria que ele oferece \u00e0 companheira \u00e9, naturalmente, simulada, e apenas destinada a acalm\u00e1-la, enquanto ele, silenciosamente, mant\u00e9m a esperan\u00e7a de que se trate de um arrufo tempor\u00e1rio, que ele tentar\u00e1 calar com atitudes cuidadosamente pensadas para a convencer de que ele mudou uma personalidade que o assiste h\u00e1 uma vida inteira em apenas 1 ou 2 horas de discuss\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias seguintes, ele chegar\u00e1 mais cedo do trabalho, far-lhe-\u00e1 o jantar, surpreendendo-a com o seu prato preferido, comprar\u00e1 bombons, <em>lingerie<\/em> provocante com um n\u00famero diferente do dela, mas que n\u00e3o a incomodar\u00e1 muito, pois o que conta \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o, certo? Poder\u00e1 abra\u00e7\u00e1-la por detr\u00e1s em momentos inusitados no balc\u00e3o da cozinha, beij\u00e1-la de uma forma ardente no elevador do pr\u00e9dio onde moram, busc\u00e1-la ao trabalho, surpreend\u00ea-la com flores que s\u00f3 oferecia nas primeiras semanas de quando se conheceram&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Usualmente, ao cabo de duas semanas de romance, o companheiro voltar\u00e1 inevitavelmente ao mesmo padr\u00e3o de sempre &#8211; a rotina. Foi custoso ao companheiro simular, durante um per\u00edodo que, regra geral, aguentar\u00e1 duas semanas, um enamoramento pr\u00f3prio dos dois primeiros meses de namoro, apenas com o objetivo da sua companheira ficar satisfeita. <\/p>\n\n\n\n<p>Durante esse per\u00edodo de aus\u00eancia de genuinidade, o companheiro sofre preocupa\u00e7\u00f5es constantes como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8220;at\u00e9 quando vou ter de aguentar a simula\u00e7\u00e3o de uma paix\u00e3o que n\u00e3o me assiste mais, apenas para que a minha companheira n\u00e3o tenha mais um ataque de d\u00favidas sobre se h\u00e1-de continuar no relacionamento ou n\u00e3o&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;O esfor\u00e7o que eu fa\u00e7o por esta rela\u00e7\u00e3o ao fingir um sentimento de paix\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o tenho, em nome da estabilidade&#8230; Nunca serei reconhecido pela minha companheira.&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Estou a ser falso em nome do amor. Finjo paix\u00e3o em nome do amor que sinto por ela. Ela obriga-me a mentir.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Um sentimento de m\u00e1goa contra a companheira come\u00e7a a emergir no seu cora\u00e7\u00e3o. Ele sente-se incompreendido e frustrado, porque nunca lhe poder\u00e1 confessar que, por n\u00e3o sentir mais vontade de a abra\u00e7ar de forma voluptuosa ou de lhe dirigir elogios como nos primeiros tempos da rela\u00e7\u00e3o, tal n\u00e3o significa que deixou de a amar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele sente-se um actor que interpretar\u00e1 durante duas semanas, com esp\u00edrito de sacrif\u00edcio, a personagem de um apaixonado, e espera que a loba vigilante que anseia em devorar a carne tenra da <a href=\"https:\/\/www.paulonogueiraterapias.com\/sindrome-de-baixa-auto-estima\/\">auto-estima<\/a> do cordeiro que ele \u00e9, deixe de rondar o redil do seu comportamento, para que ele possa respirar de al\u00edvio novamente, para que ele possa ter paz de esp\u00edrito, e possa, por fim, relaxar no terno e doce abra\u00e7o do sono da autenticidade pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que a autenticidade pessoal do companheiro n\u00e3o agrada \u00e0 companheira. O ressentimento contra si mesmo cresce, sendo somente compar\u00e1vel ao ressentimento que uma mulher tem contra si pr\u00f3pria, quando finge um orgasmo, apenas para proteger o ego masculino sens\u00edvel do companheiro, que n\u00e3o suportaria a verdade, e que poderia p\u00f4r fim \u00e0 rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que algumas mulheres se sentem amedrontadas por contar ao companheiro que elas n\u00e3o sentem o prazer m\u00e1ximo do orgasmo com ele, excepto em noites em que ele esteja particularmente &#8220;inspirado&#8221;, mas apenas um prazer carnal incipiente, e que os seus companheiros anteriores eram bem melhores que ele, tamb\u00e9m alguns homens, tremeriam perante o terr\u00edfico cen\u00e1rio de contarem \u00e0 companheira que a amam, mas que n\u00e3o t\u00eam prazer algum em cumprir com os odiados <em>clichets<\/em> que as amigas, a m\u00e3e, as revistas superficiais, os filmes e s\u00e9ries da Netflix, as telenovelas e a publicidade dos mais diversos bens e servi\u00e7os lhe impingem, tais como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>elogios como &#8220;est\u00e1s muito bonita hoje&#8221; ou &#8220;gosto do teu casaco novo&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>comprar bombons, flores, <em>lingerie<\/em>, etc<\/li>\n\n\n\n<li>oferecer presentes, seja em datas especiais ou n\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as primeiras duas semanas de enamoramento, onde essas atitudes rom\u00e2nticas s\u00e3o naturais e espont\u00e2neas, e a companheira n\u00e3o tem necessidade de lembrar ao companheiro a car\u00eancia delas, pois ele o faz com prazer, ao fim de meses ou anos de rela\u00e7\u00e3o, naturalmente, que essas pr\u00e1ticas come\u00e7am a soar a falsidade, dentro do companheiro. Nesse momento, a <a href=\"https:\/\/www.paulonogueiraterapias.com\/sombra-humana\/\">Sombra<\/a> do companheiro come\u00e7a a crescer, alimentando-se da repress\u00e3o, da nega\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio, e o grito do Ipiranga teima em n\u00e3o chegar \u00e0 sua garganta, ansiosa de expressar a personalidade reprimida.<\/p>\n\n\n\n<p>Face \u00e0 perda de interesse do companheiro, a companheira pode chegar ao c\u00famulo de pensar que o companheiro \u00e9 homossexual ou que tem uma outra mulher, e que a est\u00e1 a trair. A inseguran\u00e7a dela aumenta na propor\u00e7\u00e3o do descaso do companheiro quando ela partilha as suas preocupa\u00e7\u00f5es com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A avers\u00e3o \u00e0 monotonia no relacionamento por parte da companheira chega a ser t\u00e3o grande que ela prefere, por vezes, entreter pensamentos estranhos, a aceitar, simplesmente, que a rotina se instalou e que isso faz parte da natureza do ser humano e que n\u00e3o tem de ser necessariamente um problema a resolver, at\u00e9 porque raramente, se resolve, a menos que se experimente uma nova rela\u00e7\u00e3o, nova rela\u00e7\u00e3o essa que chegar\u00e1 ao mesmo ponto de rotina que ocorreu nas rela\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entao-o-que-acontece-para-impedir-a-rotina\">Ent\u00e3o, o que acontece para impedir a rotina?<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"> Adversidades<\/h3>\n\n\n\n<p>As adversidades que sempre surgem no caminho de um ser humano, ao longo da sua traject\u00f3ria de vida do ber\u00e7o ao t\u00famulo, acrescentam sal numa rela\u00e7\u00e3o insossa. Doen\u00e7as graves como o cancro de um dos companheiros, a doen\u00e7a grave de um filho, um acidente de via\u00e7\u00e3o s\u00e3o tipicamente elementos que, apesar de dif\u00edceis de digerir, ir\u00e3o trazer condimento \u00e0 rela\u00e7\u00e3o, fazendo-a ressurgir com novo brilho. Um inimigo comum sempre une as partes desavindas entre si que rapidamente priorizam a sua uni\u00e3o com o objetivo de prote\u00e7\u00e3o m\u00fatua, e submetem as suas desaven\u00e7as, diferen\u00e7as de valores e reinvindica\u00e7\u00f5es menores a um plano secund\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas sabem que a uni\u00e3o faz a for\u00e7a e que um inimigo externo as pode unir mais do que separar. Acontece o mesmo com pa\u00edses. Se a R\u00fassia amea\u00e7a a Europa, os pa\u00edses europeus unem-se para lutar contra o inimigo comum. Na 2\u00aa Guerra Mundial, se a Alemanha nazista amea\u00e7a os seus vizinhos, at\u00e9 parceiros improv\u00e1veis como Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e EUA se unem para fazer face \u00e0 amea\u00e7a. A Hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de exemplos como estes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, por curioso que possa parecer, um cancro ou uma adversidade grave que aconte\u00e7a na vida de um dos companheiros ou na de ambos, far\u00e1 com que o problema da rotina seja simplesmente ignorado e esquecido, e com que o valor do amor, do apoio incondicional e do companheirismo do casal, os relembrem de que uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o se alimenta dos <em>clichets<\/em> rom\u00e2nticos de Hollywood, mas de valores bem mais elevados e profundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho observado nos meus atendimentos que muitos casais s\u00f3 se mantiveram por d\u00e9cadas devido aos problemas externos que tiveram de enfrentar, ao passo que outros casais, sem filhos, sem problemas financeiros e de sa\u00fade graves, ca\u00eddos na rotina, se separaram por frivolidades que fariam rir os primeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O ego\u00edsmo \u00e9 natural no ser humano dada a sua ainda incipiente evolu\u00e7\u00e3o espiritual. A maioria das almas, encarnadas e desencarnadas, s\u00e3o ainda jovens e precisar\u00e3o de centenas de encarna\u00e7\u00f5es como a atual para se libertarem da roda do <em>Samsara<\/em> e se tornarem Esp\u00edritos superiores que passar\u00e3o a guiar outros esp\u00edritos inferiores e abra\u00e7ar\u00e3o o valor do altru\u00edsmo permanente. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, dado que o ego\u00edsmo \u00e9 natural, as almas sabiamente introduziram desafios no programa de encarna\u00e7\u00e3o das mesmas para que elas, no \u00e2mbito de um relacionamento amoroso, desenvolvessem a compaix\u00e3o, contrariando o seu estado atual de natureza ego\u00edsta.<\/p>\n\n\n\n<p>Se um casal est\u00e1 junto h\u00e1 10 anos a enfrentar a rotina do seu relacionamento e a conceber a ideia de se separarem porque acham que j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais o que evoluir juntos, pode ser que todos esses pensamentos de desist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o seja abalados um dia, em apenas um minuto, quando um dos companheiros chega do hospital e mostra os resultados dos exames oncol\u00f3gicos que fez, confirmando a presen\u00e7a de um cancro fase 2.<\/p>\n\n\n\n<p>De repente, perante uma urg\u00eancia de sa\u00fade, os casais que estavam presos \u00e0 monotonia, passam a celebrar a alegria das pequenas coisas da vida como, por exemplo, apanhar sol no parque da cidade, agradecer pela simples presen\u00e7a do outro, ou saborear a frescura de um copo de \u00e1gua num dia quente de Ver\u00e3o. A imin\u00eancia da morte faz, de repente, relegar as frivolidades e reinvindica\u00e7\u00f5es f\u00fateis de romance numa rela\u00e7\u00e3o desgastada pelo t\u00e9dio a um plano de quase inexistente import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>O cancro, nesse caso espec\u00edfico, foi uma b\u00ean\u00e7\u00e3o que salvou a rela\u00e7\u00e3o! Caso contr\u00e1rio, ela ruiria em quest\u00e3o de semanas ou meses. N\u00e3o s\u00f3 o cancro, mas uma doen\u00e7a incur\u00e1vel, um acidente de autom\u00f3vel grave, a perda de emprego de um membro do casal que passa a fazer com que um companheiro dependa economicamente do outro, ainda que de forma tempor\u00e1ria, a carestia de vida para manter o pagamento das presta\u00e7\u00f5es de um apartamento numa cidade cara como Lisboa ou Porto, acabam por atuar como factores que obrigam \u00e0 uni\u00e3o do casal e a passar por cima da import\u00e2ncia exagerada atribu\u00edda \u00e0 rotina.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as adversidades s\u00e3o muitas vezes b\u00ean\u00e7\u00e3os disfar\u00e7adas para manter a rela\u00e7\u00e3o. Porque os relacionamentos s\u00e3o importantes para a Alma? Para mitigar o ego\u00edsmo humano. Numa rela\u00e7\u00e3o, a pessoa \u00e9 obrigada a olhar para l\u00e1 do seu umbigo. Ela \u00e9 obrigada a considerar tamb\u00e9m o umbigo do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Significa isto, no entanto, que apesar de as adversidades se poderem assumir, na realidade, como b\u00ean\u00e7\u00e3os disfar\u00e7adas, que os membros de um casal ficar\u00e3o necessariamente juntos? Claro que n\u00e3o! Nem todos aguentam as adversidades e, dependendo do grau de maturidade, consci\u00eancia espiritual e sabedoria, os membros menos evolu\u00eddos reagir\u00e3o com um ego\u00edsmo ainda mais extremado, em face de situa\u00e7\u00f5es mais exigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante o cen\u00e1rio do an\u00fancio de um cancro no companheiro ou na companheira, o outro membro poder\u00e1 considerar: &#8220;Eu n\u00e3o pedi isto ao Universo! Eu pedi uma rela\u00e7\u00e3o em que eu n\u00e3o tivesse problemas alguns. N\u00e3o pedi uma companheira ou um companheiro com cancro. Quando eu iniciei esta rela\u00e7\u00e3o, o companheiro ou companheira n\u00e3o tinha cancro. Foi em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis que eu aceitei este relacionamento. N\u00e3o estou para isto! Se esta rela\u00e7\u00e3o fosse um produto, eu iria devolv\u00ea-lo \u00e0 loja, hoje mesmo, apresentando o tal\u00e3o para troca!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que, neste \u00faltimo caso, esta rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 baseada em amor, mas em conveni\u00eancia social, financeira ou sexual. Da mesma forma, uma adversidade como o cancro num dos companheiros, tanto pode reacender a chama de uma rela\u00e7\u00e3o que estava a ser apagada vagarosamente pela humidade infiltrante da rotina, como pode afastar os companheiros de vez, se o ego\u00edsmo e o comodismo vierem a triunfar, levando ao abandono do mais fraco pelo mais forte. <\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, ter\u00e1 sido positivo se considerarmos que a raz\u00e3o de estarmos aqui na Terra para mais uma de muitas encarna\u00e7\u00f5es \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o e, com certeza, evolu\u00edmos mais rapidamente em relacionamentos genu\u00ednos e fortes que n\u00e3o sucumbem ao furac\u00e3o de um cancro, do que em relacionamentos com alicerces fracos, que a mais leve brisa do t\u00e9dio pode fazer ruir.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rotina \u00e9 uma das principais causas de ang\u00fastia nos relacionamentos amorosos que pode resultar no seu fim, A maioria dos relacionamentos amorosos iniciam com paix\u00e3o. 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