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O que é o Karma?

A Lei do Karma postula que toda a causa produz um efeito e que todo o efeito tem uma causa.

O Karma inicia no pensamento e reflecte-se noutro pensamento, palavras e acções. A Lei do Karma abrange tudo o que pensamos, verbalizamos e fazemos. Quando desejamos mal a alguém, consciente ou inconscientemente, ainda que não tenhamos verbalizado através de uma crítica agressiva ou agido no sentido desse desejo, estamos a produzir karma e teremos a consequência desses pensamentos e desejos negativos através das situações negativas que atraímos na nossa vida.

Por conseguinte, a decisão consciente e deliberada de observar os nossos pensamentos negativos ajuda-nos a abster do karma que se iria repercutir em situações negativas que podemos atravessar no futuro tais como doenças e perdas. A vigilância dos nossos pensamentos deverá ser constante para que não transformemos a nossa mente numa máquina inconsciente, produtora de adversidades futuras.

A Lei do Karma tem paralelismo com a Terceira Lei de Newton – a chamada Lei da Acção-Reacção – segundo a qual, qualquer corpo que exerce uma força sobre um outro, recebe uma força de igual intensidade, direção e sentido oposto.

Karma, em sânscrito, significa acção. Não obstante, o conceito de acção quando se trata da Lei do Karma engloba também desejos e palavras. Assim sendo, um ser humano não se pode considerar livre de incorrer em karma apenas porque não chegou a concretizar uma acção dado que tanto o desejo como a palavra já contêm em si forças criadoras muito poderosas que vão afetar a realidade no momento em que se manifestam.

Tal fica exposto no livro Autobiografia de um Iogue de Pahamahansa Yogananda quando Mukunda (Yogananda) levanta a mão com intenção de matar um mosquito que o acaba de picar urticantemente numa perna e se detém com medo de produzir karma perante o olhar severo do mestre que lhe pergunta porque não acaba o que começou, explicando-lhe que o simples desejo de matar o mosquito já produzíu karma, sendo a concretização dessa acção apenas a mera continuação desse mesmo karma.

Quando um ser humano tem a intenção de prejudicar alguém, ainda que tenha repensado o seu comportamento e acabado por desistir da sua acção negativa, já acarretará com o karma negativo desse desejo negativo embora se o tivesse concretizado, o karma fosse bem mais poderoso.