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Conexão AVA Crianças

por Célia de Jesus
Terapeuta Holística, fundadora do espaço Tree Natura Terapias e criadora da Conexão AVA

Durante vários anos a minha vida profissional foi ligada à saúde. Assisti ao início da introdução no mercado de medicamentos ditos para hiperatividade e défice de atenção. Estamos a falar de um período de tempo de 15 anos atrás até agora em que passou a ser moda tomar este tipo de medicamentos, ora para facilidade do médico, ora para facilidade dos pais, ora por falta de informação de ambas as partes.
Ainda hoje em dia, em 2016, eu vejo o quão pouco resultado teve essa abordagem mais tradicional. Ainda hoje lido com essas mesmas crianças que assisti serem medicadas pela primeira vez em que o rosto delas dizia “eu não preciso disso, eu estou bem” e que hoje diz “eu não preciso de ninguém, e faço o que me apetece”.
Sempre tive a curiosidade de falar com estas crianças e de ver o que realmente se passava na mente delas. As respostas eram quase sempre a mesmas – “não sei porque sou assim; os meus pais ralham muito comigo; eu não gosto da escola; eu tento ser melhor”. Partia-me o coração cada vez que vendia este tipo de produto… Sempre achei que podia ser diferente mas, a verdade é que, nem eu, nem os médicos nem os pais sabiam como lidar com estas crianças.
Todos estes anos tornaram estas crianças em adolescentes sem controlo (porque tinham o controlo do medicamento) e completamente indiferentes ao que os rodeia (porque o medicamento deixa-os menos reativos a tudo, incapazes de lidarem com situações de uma forma natural).Sem ambições, sem objectivos e sem regra, vão saboreando cada dia sem rumo.
Claro que existem outras crianças, hoje adultos, que têm a mesma personalidade e não foram medicadas. Mas essas tinham outro rumo a tomar, como o de educar os pais, ensinar os pais a amar ou simplesmente receber atenção equilibrada, entre tantas outras. Cada caso é um caso.Temos de perceber que somos almas. Almas estas que precisam de evoluir e, para isso, temos de vir à Terra viver experiências para essa mesma evolução. Só quando “erramos” aprendemos e evoluímos. E muitas dessas experiências têm de ser vividas com pessoas agora presentes, na sua maioria, os pais.
Logo, vêm com estas crianças tudo o que seja traumas de vidas passadas, ligações kármicas, medos de abandono, instabilidade perante a sociedade, mediunidade (por vezes incompreendida) e inúmeras situações. Claro que tudo isto se manifesta até, mais ou menos, aos 5 anos. Depois torna-se normal na criança, quando era muito mais fácil ter eliminado muitas das situações logo ao princípio com terapias energéticas e alternativas. Acabamos por ter assim os nossos actuais adultos com medo de não serem aceites na sociedade e inúmeros bloqueios a nível de emoções e sentimentos.
Muitos dos sinais de mediunidade se manifesta logo desde cedo com conversas com amigos imaginários; conversas com entes queridos que já morreram; sabedoria muito profunda que não é própria de uma criança; falar outras línguas; adivinhar inúmeras coisas; pesadelos recorrentes ou medo da noite; estar constantemente a olhar para o nada, quando nós adultos é que não temos a capacidade de ver. Estes são alguns exemplos que presenciei de uma forma bastante próxima.
Tudo isto pode ser aceite de maneira mais fácil para uma criança se for, em primeiro lugar, compreendida e depois ajudada. Não é fácil para estas almas chegarem ao plano físico e não saberem lidar com tudo tornando a situação mais difícil quando os pais infelizmente também não sabem como ajudar.O caso é que agora tenho a possibilidade de dizer que existe outra possibilidade ao invés de medicar de uma forma mais severa.
Já eu, estando nas terapias, um dia uma amiga pediu-me para fazer Reiki às filhas, uma com ciúmes e outra baixa auto-estima. Logo na primeira vez vi que era tudo menos Reiki o que eu em conjunto com os Seres de Luz que trabalham comigo estavam a operar. As crianças melhoraram imenso logo após a primeira sessão. Verifiquei que estava a receber uma outra maneira de tratar crianças, sem a necessidade de as manter quietas (factor que que lhes traz grande dificuldade) e com pouquíssimo tempo de consulta (o que as faz não se saturarem). A partir daí começaram a surgir novas crianças em que se verificou o mesmo.Hoje esta terapia tem o nome de Conexão AVA Crianças, e sinto-me orgulhosa de dar mais esta oportunidade aos pais de ser diferente.
Juntos com outra alternativas como homeopatia, yoga para crianças e meditação, a Conexão AVA vem acrescentar uma mais-valia às crianças do futuro, fazendo assim com que as crianças de hoje se tornem adultos conscientes e com vontade de viver de amanhã.Ninguém vem cá para sofrer, todos vimos para experienciar. Então porque não eliminar a maior bagagem de outras eras e aprender a lidar com o que trouxemos realmente para trabalhar?
Vale a pena pensar nisto!

 

Terapeuta: Célia de Jesus
Marcações: 910 879 049
Site: www.TreeNaturaTerapias.com

Sintonização em Kundalini Reiki

O que permite o Kundalini Reiki?

O Kundalini Reiki permite que determinados canais de cura e chakras sejam abertos e que o praticante tenha acesso à energia da Terra que é parte integrante da energia universal.

O chakra da raíz, centro energético localizado na base da coluna vertebral, actua como uma entrada da energia Kundalini.

História

O Kundalini Reiki foi trazido ao plano físico através de Ole Gabrielsen, um mestre de meditação que inspirou imensas pessoas ao redor do mundo.
Kundalini Reiki é o resultado directo das imensas horas de meditação de Ole Gabrielsen passadas em comunhão sagrada com Mestre Kuthumi (citado como Koot Hoomi), choan do segundo raio.

Informação

O Kundalini Reiki é especialmente indicado para pessoas que tenham tido problemas com o despertar da sua energia kundalini. Todas as pessoas interessadas em aprender Kundalini Reiki, devem começar pelo Kundalini Reiki Nível I mesmo que tenham sido já sintonizadas ou iniciadas noutros sistemas de Reiki.

Como receber as sintonizações

As sintonizações podem ser recebidas presencialmente ou remotamente não havendo qualquer diferença entre uma modalidade e outra. O futuro praticante deverá estar relaxado, deitado confortavelmente numa cama ou marquesa ou sentado numa cadeira de olhos fechados, com as palmas das mãos voltadas para cima. O praticante não tem de fazer nada excepto relaxar e desfrutar da experiência, a qual irá durar cerca de 20 a 30 minutos, sendo que quando a sintonização termina, normalmente, o praticante apercebe-se de que terminou ou, simplesmente, adormeceu durante a sintonização e acordou mais tarde, já depois da mesma ter terminado. Se adormecer, não existe qualquer problema.

Kundalini Reiki I

No procedimento de sintonização em Kundalini Reiki todos os bloqueios nos chakras são removidos. O meridiano de energia principal (sushumna), desde o chakra da coroa até ao chakra da raíz é limpo e preparado para a abertura que o praticante irá experienciar na sintonização no Kundalini Reiki II. A capacidade do chakra cardíaco de receber e enviar energia é aumentada bem como o canal de energia desde as mãos até ao chakra da coroa.

Procedimento de cura

1º Sentar a pessoa (receptor da energia) confortavelmente numa cadeira. O receptor deverá estar de olhos fechados. De seguida, o terapeuta coloca as mãos sobre os ombros da pessoa.
2º O terapeuta esvazia a sua mente através de meditação ou exercícios de respiração e pensa “Reiki” para iniciar o fluir da energia. A intenção de cura do terapeuta sintonizado vai fazer com que a energia automaticamente comece a fluir livremente para o receptor deslocando-se a mesma para onde é necessária. A energia é inteligente. O terapeuta não tem de se concentrar. Apenas deve relaxar e desfrutar da energia que está a transmitir.
3º Quando tiverem passado cerca de 3 a 5 minutos, o terapeuta sentirá que a energia parou de fluir ou pode sentir-se um pouco cansado. Isso significa que a cura está completa. A energia de cura irá, no entanto, continuar a trabalhar no receptor.

Kundalini Reiki II

A partir do 2º nível de Kundalini Reiki, o terapeuta em vez de pensar “Reiki” deve pensar “Kundalini Reiki”. Agora, após este nível, estará a ser usado o fogo da Kundalini como parte da energia de cura.

Meditação Kundalini Reiki

Após a sintonização no segundo nível de Kundalini Reiki, o praticante pode tomar parte de uma meditação especial para os sintonizados neste nível e posterior. A meditação dura de 5 a 10 minutos.

A meditação Kundalini Reiki irá fortalecer a energia da Kundalini e aumentar, durante um breve período, a capacidade dos chakras secundários das palmas das mãos.

Procedimento para a meditação Kundalini Reiki

1º Sentar numa cadeira ou deitar numa cama ou marquesa confortavelmente com os olhos fechados.
2º Pensar “Meditação Kundalini Reiki”. O processo irá iniciar e automaticamente parar entre 5 a 15 minutos depois.
3º Simplesmente relaxar e desfrutar da energia.

Para obter o máximo efeito, esta meditação deve ser realizada todos os dias para elevar a vibração e maximizar a limpeza dos canais energéticos.
Quando o praticante usa esta técnica no Kundalini Reiki, ele apenas recebe tanta energia quanto aquela com que ele pode lidar e necessita a cada momento e não mais. O praticante usando esta técnica nunca vai receber mais energia do que aquela com a qual ele consegue lidar. Esta é uma das razões pelas quais o Kundalini Reiki é seguro e aplica-se para a cura de si próprio, dos outros e para a meditação Kundalini Reiki.

Kundalini Reiki III – Nível de Mestre

As sintonizações anteriores são fortalecidas e a capacidade do chakra da comunicação, do plexo solar e da raíz é aumentada ainda mais.
O intervalo mínimo recomendado entre a sintonização do Kundalini Reiki II e o Kundalini Reiki III é de 10 dias.
Chegado ao nível de Mestre, o praticante pode sintonizar outras pessoas neste sistema de cura.

Como sintonizar outras pessoas

O procedimento para sintonizar outras pessoas neste sistema de cura é extremamente simples.
1º Pedir ao seu próprio Eu Superior o acesso às sintonizações (este procedimento só é possível caso o mestre tenha as sintonizações todas de Kundalini Reiki)
2º Pedir aos seus guias e a Mestre Kuthumi para auxiliar no processo de sintonização

Exemplo de sintonização em Kundalini Reiki

Pedir ao seu Eu Superior: “Eu peço que (nome do sintonizando) seja sintonizado em Kundalini Reiki 1”. O pedido deve ser realizado com intenção, fé, focado no coração e total respeito pelas energias envolvidas, guias e Mestre Kuthumi.
Após o pedido, a sintonização inicia-se e irá parar ao fim de cerca de 25 minutos.
Quando estiver a sintonizar presencialmente um grupo de pessoas em Kundalini Reiki 2, poderá realizar o seguinte exercício prático: peça-lhes a cada um dos sintonizandos para sentir a área da cabeça 40 cms acima antes e depois da sintonização.
Desta forma, os sintonizandos vão poder sentir a diferença entre a chama da Kundalini activa e inactiva. O modo de sintonização presencial é igual ao modo remoto.

Reiki – antiga arte de cura

O Reiki não procede do terapeuta mas do Universo que usa o terapeuta como canal condutor dessa energia. Sendo assim, o terapeuta não é responsável pela cura. Quando a cura de uma dada condição não se opera, podem haver razões cuja compreensão não esteja logo disponível. Por exemplo, em alguns casos, o paciente tem de passar por determinadas experiências por razões kármicas. A pessoa que recebe o tratamento pode, de igual forma, rejeitar consciente ou inconscientemente o Reiki. Dado que o Reiki está de acordo com as leis divinas, automaticamente respeitará o livre arbítrio da pessoa. Por vezes, a pessoa quer muito a cura de uma dada condição mas se se recusar a um nível inconsciente, a energia não entra. Nesse caso, há que fazer uma ou várias sessões de Psicoterapia para compreender porque razão a pessoa está a rejeitar a sua própria cura. Esta situação é mais frequente do que se pensa. Por mais terapias que a pessoa experimente, se ela continuar a recusar de uma forma inconsciente a cura, a única coisa a fazer é usar de psicoterapia (pode incluir hipnoterapia) para chegar à razão.
Algumas das razões que fazem a pessoa recusar a sua própria cura a um nível inconsciente:

  • A pessoa deseja que os outros sintam compaixão de si pela sua condição embora frequentemente a própria tenha grandes objecções em admiti-lo;
  • O espírito da pessoa necessite que ela sinta compaixão pelos que sofrem dado que a própria pessoa fez outras pessoas sofrer em vidas passadas devido à inconsciência do sofrimento dos outros;

O Reiki é uma energia que só pode ser usada para o bem supremo de todos os envolvidos no processo de cura. Simplesmente, não é possível fazer mal algum seja qual for a condição da pessoa.
O Reiki pode ser usado e é indicado para qualquer pessoa seja qual for a idade dela podendo ser usado em bébés, crianças e idosos. Para pessoas com problemas físicos ou emocionais, o Reiki cura. Em pessoas saudáveis, o Reiki relaxa, confere-lhe optimismo e torna-a mais amorosa, tolerante e amável com os outros. Mesmo quando usado em moribundos, o Reiki alivia o processo de desencarne e proporciona consolo e paz.

O Reiki ao serviço dos doentes oncológicos

Atenua os sintomas da quimioterapia e radioterapia em doentes com cancro revestindo-se de particular importância, nestes casos, que haja profissionais de saúde iniciados em Reiki e familiares que acompanhem esses doentes;

O Reiki ao serviço da recuperação pós-operatória

Acelera o processo de recuperação em doentes que tenham sido submetidos a uma cirurgia, quer antes para acalmar a pessoa, quer depois para diminuir as dores;

Duração: 1 hora (pode estender-se caso seja necessário)
Valor de troca: 20€ (ou 15€ se já tiver feito uma consulta de Terapia de Leitura de Aura ou Terapia Multidimensional connosco)

Marcação de sessão de Reiki

  1. (obrigatório)
  2. (email válido obrigatório)
 

Amor incondicional

Vamos falar de amor? Vamos falar de amor!

Um dos tipos de amor mais importantes é o amor por nós próprios. Uma das dificuldades de nos amarmos a nós mesmos de forma incondicional e sem mácula são as ideias veiculadas pela sociedade e que foram denegrindo a nossa consciência de valor próprio o qual é intrínseco ao simples facto de sermos seres espirituais ligados a Deus. Ideias como “gostar de nós próprios é errado ou egoísta” ou “amar o próximo, esquecendo-se de si próprio” foram minando a nossa capacidade de sermos felizes e este processo iniciou-se logo na infância.

Em criança e, a posteriori, na adolescência, aprendemos que gostarmos de nós era o equivalente a sermos egoístas ou convencidos. Ensinaram-nos a sermos “boas pessoas”, a colocar os outros à frente e a pensar nos outros em primeiro lugar. Fomos sendo condicionados para partilhar as nossas coisas com os primos, os amigos, os colegas, apenas porque era educado fazê-lo, independentemente da nossa vontade. É capaz de ter ouvido dizer que, enquanto criança, você não tinha voto na matéria, que a sua opinião não era importante e que devia saber qual era o seu lugar, lugar este deduzido por si, logicamente, como sendo inferior.

Os bebés nascem repletos de auto-estima. Mais tarde, quando crianças, consideram-se bonitos e com um senso de importância bem fundado de uma forma natural. Mas à medida que a adolescência se vai aproximando já as ideias veiculadas pela sociedade vão surtindo efeitos e aniquilando a auto-confiança e dando lugar a sentimentos de inferioridade e insegurança. Afinal, não é normal andarmos por aí a gostar de nós mesmos. O que é que os outros vão pensar? O sugestionamento é extremamente subtil e as ideias, embora não sendo passadas com má intenção, vão-se instalando. As cortesias sociais fazem parte deste condicionamento que a sociedade julga requisito necessário para a entrada no mundo dos adultos. Entre as crianças, “por favor”, “se faz favor”, “com licença”, “obrigado” e outras fórmulas de cortesia nunca são usadas. Estas apenas são usadas com o intuito de agradar aos mais velhos. Instruções como “vai cumprimentar os teus tios e os teus avós” ou “pede licença para te levantares da mesa” entre outras vão deixando a mensagem clara de que os outros têm importância, você, enquanto criança, não tem importância. Sugestões como “não te fies no teu julgamento”, “és criança, não percebes” foram ajudando a interiorizar a ideia de que as suas próprias opiniões valiam menos que as opiniões alheias.

A generalização, como mecanismo do raciocínio humano, catalisou estas ideias a níveis que tornaram a inversão dos valores errados de infância uma luta que se poderá estender pelo resto da vida.

Estas regras, mascaradas de normas sobre como viver em sociedade, aprendidas na infância, persistem na idade adulta originando todo o tipo de inseguranças que, inevitavelmente, se reflectirá na vida amorosa. O amor que consegue transmitir aos outros é directamente proporcional ao amor que sente por si mesmo.

O amor incondicional ou, o único que merece esse título de amor, é a capacidade de permitir que as pessoas que amamos sejam o que quiserem ser e manifestarem-se da forma que entenderem, sem que se lhes exija qualquer coisa em troca.

Porém, quantas pessoas, em pleno acordo com a sua consciência, são realmente capazes de colocar isto em prática? Como é que consegue a proeza de amar os outros e, simultaneamente, os deixar ser sem os tentar aconselhar ou influenciar para que correspondam às nossas expectativas? A resposta é directa. Porém, por vezes, só pode ser entendida a partir de um lugar interno de liberdade espiritual, de um nível superior de consciência: amar-se a si próprio. Quando se ama a si próprio, automaticamente considera-se bonito, atraente, precioso, importante, imprescindível e valioso. Quando tiver reconhecido o quão maravilhoso e digno de amor é, não necessitará mais da aprovação dos outros nem estará dependente dos julgamentos de outros sobre as suas decisões e comportamentos.

Somente quando parte de um lugar em que se ama a si, pode amar os outros, pode dar aos outros e fazer algo por eles com uma consciência completamente diferente daquela em que parte quando o faz pela sua necessidade de aprovação social. Passa a amar os outros a partir de um sentimento de verdade, em que já não espera recompensas ou receber a gratidão e o reconhecimento do exterior. É algo de sua livre iniciativa e não da iniciativa de um ego dominado pelos padrões da infância. O prazer que recebe está já a sentí-lo quando dá, no momento presente, sem antecipar o seu próprio futuro. Aí sim, pode pensar nos outros! Não enquanto não se amar verdadeiramente a si próprio… Se não se ama e se considera sem valor, que valor terá o amor que você tenta dar? E se não o consegue dar, será que o consegue receber? Mesmo que alguém, próximo de si, seja capaz de lhe dar amor verdadeiro e incondicional, você não o conseguirá receber porque não se valoriza e poderá, eventualmente, acabar por rejeitá-lo devido à sua condição auto-imposta de não-merecimento. O valor que você tem está dependente do amor que consegue sentir por si próprio em primeiro lugar.

Até alguém o pode amar mas você não vai conseguir receber esse amor porque, caso não se ame a si próprio, a sua tendência será a desvalorizar tanto o amor que lhe é entregue como a pessoa que o entrega dado que faz uma correspondência subconsciente de que algo de valor é dado a alguém importante, de valor, e algo menos valioso é dado a alguém menos importante.

Quando não se ama a si próprio, tem tendência a fazer exigências, a usar de artimanhas sociais para manipular o outro. Por exemplo, nas relações amorosas, quando um companheiro tenta rebuscar o amor do outro através de promessas que o outro proferíu, contratos assinados, alianças, pessoas, situações, eventos e coisas em comum…

A dificuldade de dizer “amo-te” está também intimamente ligada a este problema. Quando a pessoa não se ama a si própria, uma declaração de amor tem um peso imenso e comporta um elevadíssimo risco dado que se encontra dependente da resposta da outra parte. Todo o seu valor é colocado em jogo quando a pessoa, sem amor próprio, ganha coragem (eventualmente) para pronunciar esta palavra. Caso a sua intenção não seja correspondida, a pessoa vê perdida uma parte de si. Por outro lado, se a intenção for correspondida apenas verá continuar a sua dependência do exterior e poderá resultar numa relação de co-dependência – uma forma imatura de relacionamento.

Porém, se a palavra for pronunciada por alguém que se ama a si próprio, então a resposta não será tão importante já que não está apegado ao resultado. Não estar apegado a um resultado decorrente de uma acção que se empreendeu é a verdadeira maestria da vida. Shiv Charan Singh, criador do sistema numerológico Karam Kriya, ensinou-me em Sintra (Agosto de 2010) que não é o desapego que devemos praticar mas antes o não apego. Desapego implica a existência de um mal que já foi feito e que agora estamos em modo de limitar os danos. Não apego, por seu turno, é preventivo.

Alguém que se ama a si próprio não tem qualquer dificuldade em dizer “amo-te” já que parte de um amor que já tem e que não pode perder, de um amor que parte de si mesmo e que se permite ter e que, por conseguinte, não necessita do exterior. Caso não obtenha a resposta desejada, embora não dependente da mesma, o seu valor permanece intacto. Ser ou não retribuído não iria influenciar rigorosamente nada na forma como o próprio se vê a si mesmo e a importância que atribui a si próprio. Talvez quisesse que a outra pessoa o correspondesse mas não é essencial para essa pessoa.

Como atingir esse estado? Uma das formas era ter nascido numa sociedade constituída por seres espiritualmente iluminados. Não que estivesse dependente deles para o condicionarem para o amor por si mesmo porque esse você já o tem desde que nasce mas sim para que, simplesmente, estes seres sábios, não fazendo nada, o deixassem intacto com a auto-estima com que nasceu, o exacto oposto do que faz a sociedade actual – nasce com elevada auto-estima e amor-próprio e condicionam-no para o “integrarem” como adulto na sociedade, baixando-a com “boas intenções” para o “domesticarem”.

Outras das formas, não necessariamente a única, é através da prática espiritual. O Reiki é um dos melhores exemplos.

A tomada de consciência

Assumirmos a responsabilidade pela nossa vida é uma das consequências de uma sessão de terapia da Leitura da Aura que tem como principal objectivo a tomada de consciência do consulente.

Tendo nós crescido numa cultura que nos ensina que não somos responsáveis pelo que sentimos ou pensamos mas apenas pelo que fazemos, ocorre uma certa desresponsabilização do sujeito, visível nas frases que usamos comummente para o justificar.

Por exemplo, podemos dizer “sinto-me irritado” em vez de “decidi criar em mim a sensação de irritação já que normalmente uso a raiva como forma de manipular os outros já que eles pensam que eu os posso dominar temporariamente dessa forma”. O que é comunicado a um nível subconsciente é que não somos responsáveis pelos nossos sentimentos sendo apenas resultado das nossas reacções. A nossa comunicação implica, na sua base, um tipo de raciocínio que nos é passado pelo condicionamento social sem que nos apercebamos.

De forma a assumir a responsabilidade pela sua vida e, consequentemente, aceder a essa liberdade de escolha para que não se sinta mais preso a uma situação, é necessário aprender a pensar de uma forma nova. O espírito da pessoa, muitas vezes, durante uma leitura da aura, revela esse problema. É como se houvesse algo na pessoa, algo de uma sabedoria mais profunda, que pensa de uma forma diferente do ego. O ser humano está habituado a uma determinada corrente de pensamento e é necessário algum trabalho para interromper esse hábito.

A felicidade é uma disposição natural em cada ser vivo conforme podemos observar em crianças de tenra idade, ainda não sujeitas ou, pelo menos, pouco sujeitas ainda, ao condicionamento social. Para um adulto, já sujeito ao condicionamento social, é necessário desaprender todos esses vícios de raciocínio e apercebermo-nos dos pensamentos nocivos que nos retiram a liberdade de escolha. Para isso, é necessário que ganhemos consciência deles e da forma como nos estão a prejudicar. Essa é precisamente uma das funções da leitura da aura – o espírito, de longe bem mais sábio e antigo que o ego, tem acesso a um manancial de conhecimento e sabedoria que o ego não dispõe na sua curtíssima existência (80 ou 90 anos) e sabe como ninguém da importância de assumir a responsabilidade pela sua vida uma vez que é o próprio que vai colher os frutos dos seus pensamentos, emoções, sentimentos e acções. Cortar os padrões mentais nos quais foram investidas milhares de horas do seu tempo não é certamente tarefa fácil mas a única forma de o poder fazer, de poder iniciar uma mudança de direcção é através da tomada de consciência.

Tem duas formas de resolver o problema: a primeira consiste em vigiar os seus pensamentos e recomendada por imensos autores ocidentais na área do desenvolvimento pessoal. A segunda que é a que prefiro, pratico e defendo, trata-se do acesso a um nível de consciência superior, usando a Meditação ou outras ferramentas. Esta segunda forma permite poupar anos de esforço e é natural. A Meditação implica regressar à base, elevar o nosso nível de consciência, temporariamente, em alguns momentos, durante o dia, para que os nossos pensamentos fluam naturalmente a partir desse nível com uma frequência cada vez maior. A meditação que recomendo é a Meditação Transcendental de Sua Santidade Maharishi Mahesh Yogi. Duas vezes por dia, em períodos de cerca de 15 a 20 minutos ao acordar e antes de deitar, podemos infundir-nos cada vez mais da nossa essência, despertar a nossa intuição e dispor naturalmente de uma forma de pensar, de um modo de raciocínio muito mais elevado e positivo, sem qualquer esforço.

O mundo emocional tido muitas vezes como somente reactivo resulta de uma assimilação de hábitos que foram sendo reforçados ao longo de uma vida inteira. Para erradicar esses hábitos, é necessário desaprendê-los. Você poderá argumentar que no minuto em que surge a situação que lhe causa sofrimento, se sente completamente impotente para a contrariar. A primeira solução consistiria em aprender novas formas de reagir àquilo que lhe acontece, isto é, associar uma reacção positiva a uma situação à qual antes associava uma reacção negativa. Esta primeira solução baseia-se no facto de que um pensamento se torna uma crença quando trabalhado repetidamente e não apenas na situação em que tentamos a primeira vez, falhamos e não voltamos a tentar, justificando a nossa falta inicial de experiência como falta de talento.

A segunda solução é através do acesso a um nível de consciência superior através da meditação. Automaticamente os nossos nós são desfeitos, o nosso pensamento fica optimista e positivo, dispomos de mais energia e tornamo-nos mais conscientes dos orifícios (eventualmente, visíveis na nossa aura) por onde a energia está a ser drenada. A Leitura da Aura funciona de forma diferente no sentido em que permite ao terapeuta identificar de imediato e mostrar ao consulente as situações e pessoas que estão a actuar como “vampiros” energéticos.

O seu livre arbítrio embora não lhe permita escolher quais as situações de vida pelas quais irá passar (elas já foram feitas pelo seu espírito anteriormente), permite-lhe escolher como irá reagir a essas situações que se encontra a co-criar em conjunto com uma miríade de co-actores coadjuvantes e oponentes. Se no trânsito alguém que vem pela esquerda não lhe cede passagem ou se fica irritado com a tentativa constante de comerciais agressivos de empresas de telecomunicações e do sector da banca de lhe impingirem serviços nos quais não está interessado lembre-se: “você tem demasiado valor para ser irritado por alguém, principalmente por alguém que é tão insignificante na sua vida”.

As vantagens da meditação

A meditação relaxa o corpo e a mente, diminui a sensação de stress e proporciona uma maior clareza. Estas são, por si só, enormes vantagens, mas existem outras. Algumas podem surgir espontaneamente, quer esteja à procura delas, quer não; outras há, porém, que dependem do esforço investido. Isto porque a meditação pressupõe diferentes níveis.

Podemos aqui enumerar alguns dos benefícios físicos que se fazem sentir: redução da pressão sanguínea, menor tendência para comer demasiado, gestão mais controlada da dor crónica, auxílio no combate ao abuso do álcool e das drogas, e postura mais correcta e maior consciência do próprio corpo.

Relativamente aos benefícios psicológicos da meditação, poderemos referir os seguintes: melhor qualidade de sono, memória fortalecida, controlo mais eficaz das emoções perturbadoras, como a raiva e a ansiedade, reforço da tolerância no que diz respeito às outras pessoas e às irritações menores, apreciação mais profunda dos pequenos prazeres da vida e, como é óbvio, maior controlo da mente sobre os pensamentos. Muitas pessoas alegam também que, pouco depois de terem começado a fazer meditação, multiplicam-se os comentários por parte de familiares e amigos relativamente ao seu aspecto mais saudável e jovem; além disso, os colegas afirmam ser agora mais fácil lidar e trabalhar com estes «recém-meditadores».

A meditação traz igualmente notáveis benefícios a todos os interessados no desenvolvimento pessoal e espiritual – acedemos a um maior auto-conhecimento; compreendemos e aceitamos melhor a nossa maneira de ser; apreciamos intensamente a natureza; desenvolvemos uma profunda compaixão por todos os seres vivos, e uma imensa gratidão pela dádiva da vida.

Existem vários tipos de meditação: uns à base de mantras como na Meditação Transcendental, outros com base na respiração e outros com base em visualização como na Meditação das Rosas que todos os terapeutas de leitura da aura praticam antes de fazerem uma leitura da aura.

Paulo Nogueira Terapias

A rosa é o elemento central de limpeza na Meditação das Rosas

A Meditação das Rosas, método da Foundation for Spiritual Freedom, funciona com rosas plasmadas no plano astral. Esta meditação permite a limpeza da aura e a remoção dos bloqueios em cada chakra bem como melhora a proteção contra energias externas intrusivas e confere um melhor enraizamento o que nos permite estar mais no Aqui e no Agora.

Desejos e vontades

A Leitura da Aura surgíu, pessoalmente, para mim como um desejo ou uma vontade de momento em 2010.
Assim, também para mim, tornar-me terapeuta de Leitura da Aura não foi um dia, mais do que um desejo inicial, algo que se desvelou em vocação.

Demasiadas vezes, há desejos que não vemos serem cumpridos por diversas razões das quais, por vezes, não temos consciência. É aqui que entra a leitura da aura. A leitura da aura vem levantar o véu sobre os desejos reprimidos ou não manifestados do nosso eu. Muitas vezes, esses desejos têm anos e, em alguns casos mais graves, décadas de repressão, na maior parte das vezes, auto-infligidos por um ego movido por sentimentos de não aceitação de si próprio ou de não merecimento cuja acção nefasta é baseada em uma interpretação errónea da realidade e dos outros.

Enquanto a pessoa não tomar consciência sobre as razões que estão a motivar o seu comportamento e as suas atitudes sabotadoras do seu próprio bem-estar, não obstante a noção que por vezes tem de que o seu comportamento não está a contribuir positivamente para a consecução dos seus desejos, ver-se-á incapaz de parar de se prejudicar a si própria e/ou aos que lhe são queridos.

Como afirma Deepak Chopra, um grande mestre espiritual e prolífico autor de diversos livros, no livro A Sabedoria do Mago:

Os magos nunca condenam o desejo pois foi pelo facto de terem seguido os seus desejos que se tornaram magos.

Cada desejo é gerado por um desejo passado. A cadeia do desejo é infinita; é, em boa verdade, a própria vida.

A vida é constituída de desejos desde que o nosso ego nasce e se desenvolve até que “morremos”. Desejo. Um após o outro é satisfeito na voraz necessidade de evolução espiritual acobertada por necessidades externas. Quando satisfazemos um, dá-se o processo da psicoadaptação, isto é, a impermanência do sentimento de satisfação do desejo após a sua realização. Um outro desejo nasce para substituir o anterior de forma completamente natural e involuntária, independente da nossa vontade consciente.

Por vezes, os desejos são “plantados” pelo exterior (ideias da sociedade, publicidade, correntes culturais, etc), outras pelo interior (o espírito da pessoa). A Leitura da Aura permite distinguir aqueles que são realmente importantes (inspirados pelo espírito da pessoa) daqueles mais supérfluos que nada têm a ver com a essência da pessoa.

Quando fazer a Leitura da Aura

Uma leitura da aura pode ser feita quando:

  • a pessoa se sente sem motivação para fazer algo em particular, para seguir um determinado caminho na vida com alegria e entusiasmo
  • não descobríu ainda o seu verdadeiro propósito na vida
  • sente que tem um talento específico para algo mas está a seguir um caminho completamente diferente ou um que a pessoa considera ser mais socialmente aceitável ou mais seguro
  • sente que não está no emprego adequado, aquele que a preenche, que a deixa realmente satisfeita e que a realiza e, ao invés disso, está num emprego que lhe garante mais segurança (geralmente em termos financeiros) ou mais socialmente aceitável (por exemplo, uma administrativa que quer ser DJ aos 45 anos ou que quer dedicar-se à tatuagem)
  • está a passar por um período de confusão em que ou tem vários caminhos e cada um lhe retira algo de que a pessoa considera necessitar ou sente que não há um caminho possível para nenhum lado
  • um ou vários medos estão a impedir a pessoa de se expressar, de projectar para o exterior a sua verdadeira personalidade quando em presença de factores externos (por exemplo, medo do julgamento de outras pessoas) ou factores internos (por exemplo, condicionamento social na infância ou adolescência)
  • não consegue realizar os seus desejos e vontades devido a um condicionamento interno o que faz a pessoa estagnar na vida
  • a pessoa se sente perdida entre os vários papéis que desempenha ao longo do dia (papel de filho, pai, mãe, empregado, desportista, espiritual, companheiro/a, patrão) e bastante distante da sua essência

Dons e Potencialidades

No que concerne à identificação dos dons e das potencialidades do consulente, a Terapia de Leitura de Aura apresenta-se com um grande potencial de cura.

Identificar os dons e as potencialidades de cada um – neste aspecto devo acrescentar que não existem dons no sentido de um espírito em particular ser presenteado por Deus, pelo Universo ou qualquer divindade, com determinadas características que só um grupo selecto de espíritos terá. Não. Os dons referem-se tão somente a características desenvolvidas durante o trabalho realizado ao longo da caminhada da alma, quer em termos de progresso intelectual, quer em termos de progresso moral. Os dons podem ser espirituais, técnicos, artísticos ou de outra ordem, frequentemente na qual, o espírito tenha estado envolvido durante bastantes encarnações ou com bastante devoção numa única. Assim se explicam os talentos precoces de algumas crianças em diversas áreas do saber, da arte, do desporto ou de natureza mais espiritual. Diz-se, geralmente, que a criança em questão revela um talento extraordinário para a música ou para a matemática e consegue aprender com uma velocidade extraordinária os conceitos de determinada área.

Na realidade, o seu espírito dedicou-se durante uma ou várias vidas antes a aprimorar-se nessa área e, quando reencarna, mais não faz do que aceder à intuição para obter os conhecimentos que já tinha adquirido previamente. No entanto, diversos factores condicionam o acesso à intuição o que leva a que muitas pessoas se encontrem “fora do caminho”, que não estejam em verdade consigo mesmos. Um dos factores que mais condiciona o acesso a esta faculdade inata do ser humano é o ego que por sua vez é sujeito ao condicionamento social por parte dos pais, dos amigos e da sociedade em geral e que muitas vezes leva a pessoa para um “abismo existencial” onde ela tem a nítida sensação de que não está a usar o seu pleno potencial e de que não se sente realizada.

A consciência da pessoa, em certos momentos do seu caminho, começa então a cobrar a atenção que não lhe foi dedicada através da intuição. Se a pessoa não for aberta ao caminho da meditação, da oração, de qualquer prática espiritual ou, mesmo que não praticando nenhuma das vertentes referidas, não seja aberta a fazer aquilo que sente, isto é, se se trata de uma pessoa fechada à intuição, muito baseada no ego e no exterior (os outros, a opinião dos outros, etc), muito baseada na mente, racional, focada em seguir um caminho cujas linhas lhe foram determinadas, não necessariamente obrigada mas sugestionada através de conselhos, opiniões, críticas e elogios de pais, amigos, professores e colegas num grupo ao longo de vários anos desde a infância, irá experimentar, mais cedo ou mais tarde, um vazio existencial, uma sensação de incompletude que poderá, em alguns casos, resvalar para a depressão ou para vícios de diversas ordens nos quais a pessoa, inconscientemente, vai procurar a satisfação no sentido de realização mais profunda de que se encontra privada. Escusado será dizer que jamais a irá encontrar procurando no caminho errado. Os vícios podem ser tão diversos como o álcool, as drogas, o vício do trabalho (neste, em particular, a pessoa procura de uma forma inconsciente na sua actividade actual ser bem sucedido, cumprir todos os prazos, ser “o melhor”, ser o mais eficiente, a satisfação que muitas vezes só alcançará deixando esse mesmo trabalho e partindo em busca de algo que é aquilo que ela se veio tornar).

O que a Terapia de Leitura de Aura promove é o reconhecimento das actividades para as quais a pessoa já se encontra espiritualmente licenciada e que são realmente aquilo que lhe dará a sensação de realização pessoal, a sensação de estar no caminho certo. A pessoa poderá até, eventualmente, ter mais de 65 anos ou considerar que se encontra numa idade em que a mudança já não faz sentido e que a tomada de consciência que deveria ter empreendido ao longo de uma vida inteira já não vai a tempo de fazer sentido.

Nunca é tarde para tomar o caminho certo cujo rumo foi desenhado no mapa de potencialidades pelo espírito antes de reencarnar. Como disse o grande médium Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Registos akáshicos

O que são registos akáshicos?

Durante a consulta de leitura de aura, vão sendo visualizadas imagens através da terceira visão do terapeuta. O espírito da pessoa comunica com o do terapeuta através de várias formas mas a principal é através de imagens. Essa imagens correspondem aos registos akáshicos que serão consultados na leitura de aura.

Os registos akáshicos são a marca energética de cada pensamento, acção, emoção e experiência que alguma vez ocorreu no tempo e no espaço. Os registos akáshicos podem ser vistos como a informação de tudo o que alguma vez ocorreu, em todas as experiências, em todas as vidas, em todas as realidades e em todas as dimensões a todas as almas. Os registos akáshicos são um repositório holográfico etérico de informação do passado, presente e potencial futuro da consciência humana. A energia que constitui os registos akáshicos é a energia do Amor. O conhecimento contido nos registos akáshicos é impresso sobre uma substância subtil denominada de Akasha que descreve a energia do Amor que permeia e cria tudo no Universo.

O Akasha está disponível em todo o lado, a toda a hora. Todos os seres podem aceder à informação dos registos akáshicos em qualquer altura e de facto já o fazemos. Quando, de vez em quando, recebemos flashes de intuição e palpites certeiros que nem sabíamos como aprendemos aquilo no passado, são na realidade impressões aos registos akáshicos que fazemos. Por exemplo, ocorre quando temos o famoso “dejá vu”, quando nos parece que soubémos como executar determinada tarefa tendo no entanto a certeza que não tivémos qualquer contacto com ela antes e que a sua aprendizagem não é rápida ou fácil, quando vímos uma determinada pessoa e tivémos a sensação que já a conhecíamos antes… Esses casos são acessos aos nossos registos akáshicos que de vez em quando fazemos sem nem percebermos como o fizémos e, portanto, sem voltar a hipótese de replicar a experiência.

Uma leitura de aura permite transformar o que é algo espontâneo e que na maior parte das vezes dura centésimos de segundo em algo que dura uma sessão de hora e meia, de forma consciente e voluntária. O Terapeuta de Leitura de Aura é aquele que acede aos registos akáshicos do consulente mediante a autorização do seu espírito e aquilo que o seu espírito lhe permite saber.

Numa leitura de aura, mesmo que a pedido do consulente sobre uma determinada pergunta, o espírito pode decidir não dar a resposta para que seja visível pelo terapeuta… O espírito do consulente é quem decide e não o ego do consulente aquilo que pretende que a pessoa tome consciência. Uma Leitura de Aura não é orientada pelo Terapeuta de Leitura de Aura mas sim pelo espírito do consulente assumindo o primeiro, o papel apenas de facilitador, de intermediário entre o espírito do consulente e o consulente.

Cada ser no Universo está constantemente a aceder e a modificar os registos akáshicos. Cada pensamento que temos, cada emoção que sentimos, cada acção que executamos, fica armazenado nesses registos. É por isso que muitas vezes é possível aceder usando outras ferramentas tal como a hipnose e a regressão para aceder a essa informação. A Terapia de Leitura de Aura não é assim a única terapia que o permite! Existem diversas outras ferramentas que também o permitem tal como a Terapia de Vidas Passadas que usa a hipnose para fazer o paciente regressar à infância, à vida intra-uterina, ao estado anterior antes de reencarnar, chamado estado intermédio onde já morreu mas ainda não reencarnou ou até mesmo uma reencarnação anterior. Existe também a via do Xamanismo que dispõe de algumas técnicas e ferramentas para aceder a esses registos e compreender e integrar determinadas situações que nos estarão a causar dano enquanto não forem tomadas conscientes.

Os traumas são um bom exemplo. Por vezes, ocorrem situações traumáticas graves na vida de uma pessoa e a mente que está orientada para proteger o ser custe o que custar, poderá desenvolver amnésia parcial em relação a alguns factos ocorridos no passado. Esse mecanismo de defesa da mente é tão eficaz que a pessoa pode jurar com toda a verdade perante si própria que nunca passou antes por aquela situação. No entanto, essa situação, tornada inconsciente pela mente da pessoa numa resposta automática de sobrevivência de forma a que a pessoa possa continuar a sua vida normal, qual rio subterrâneo, vai minando a pessoa em diversas fases da sua vida e continuará até que a pessoa tome consciência. Se a pessoa não tomar consciência na encarnação actual, reencarnará e o problema persistirá na nova encarnação. A Leitura de Aura permite colocar um fim a este tipo de situações fazendo com que a pessoa tome consciência e possa seguir em frente com a sua vida, não numa atitude defensiva mas numa atitude de verdadeira liberdade, de perdão a si mesma e aos outros e com uma nova consciência do mundo, dos outros, de si mesma e de como tudo se organiza.

É porque somos todos criados e estamos conectados à energia do Amor que o nosso direito divino de nascimento inclui termos acesso à divina sabedoria e conhecimento contidos nos registos akáshicos.

Os registos akáshicos contêm todo o passado, presente e possibilidades futuras através das vibrações da compaixão e da alegria. Eles são o DNA do universo. Eles contêm a coleção de tudo o que ocorreu no passado e contêm o conjunto completo de informação no que diz respeito aos potenciais no futuro. Cada grupo, cada evento, cada organização e cada local também têm o respectivo registo akáshico único.

Uma forma de compreender os registos akáshicos é vê-los como um livro que contêm a história inteira da nossa alma assim como cada aspecto de quem nós somos agora e todo o potencial do nosso futuro. Este livro metafórico é tão vasto que nunca poderia existir fisicamente. Em vez disso, está armazenado energeticamente na vibração do Amor que constitui tudo no Universo. É por essa razão que um dos procedimentos de encerramento de uma leitura de aura é abrir um livro (no plano astral, claro), folheá-lo até ao momento presente, fechá-lo novamente, escrever o nome da pessoa no mesmo e atá-lo com uma fita dourada e dar-lhe um laço.

A verdade é que uma leitura de aura ao aceder aos registos akáshicos permite-nos a liberdade de fazermos as escolhas certas. Quando conhecemos a Verdade, podemo-mo-nos libertar de todas as ilusões que criámos e que nos fizeram pensar que estávamos separados de Deus. Os registos akáshicos são uma das mais poderosas ferramentas existentes no universo para nos ajudar a lembrar da nossa unidade com cada ser no universo e para encontrar o nosso poder pessoal e colectivo para criar as realidades que desejamos.

História dos Registos Akáshicos

O conceito de registos akáshicos encontra-se referenciado em cada tradição espiritual do planeta. Na Bíblia, está descrito como o Livro da Vida. Os registos akáshicos são também referidos como a Mente Cósmica ou Mente Universal assim como o Olho de Deus. Referências aos registos akáshicos ou do eterno Livro da Vida datam da Antiguidade. Referências no Velho Testamento e para além dele dão-nos conta de que existe um armazém colectivo de conhecimento que se escreve no tecido da realidade.

A energia que contém esta informação dos registos akáshicos designa-se de Akasha – termo sânscrito que significa “substância primária”. Esta é a energia que constitui todas as coisas no Universo. É a energia do Amor. No misticismo Hindu, Akasha é tido como o princípio primordial da natureza a partir do qual os outros quatro elementos naturais do fogo, ar, água e terra são criados. Cada vibração que ocorre no Universo através dos nossos pensamentos, palavras e actos cria uma marca indelével no Akasha, deixando um registo energético de cada alma e de cada criação.

A palavra, Akasha, deriva de duas palavras antigas tibetanas ou do Norte da Índia. “Aka” significa espaço, armazém ou repositório e “Sa” significa céu, escondido ou secreto. Uma tradução simples de Akasha é “um armazém escondido”. Os registos akashicos são assim uma biblioteca escondida dos registos impressos no espaço subtil do Akasha. Crê-se que os registos akáshicos existiram desde o início do continuum espaço-tempo do planeta Terra.

Quem tem acesso aos registos akáshicos?

Toda a gente! Da mesma forma que temos acesso a diversos tipos de blibliotecas físicas tais como bibliotecas de Direito  e bibliotecas de Medicina, também existem várias bibliotecas etéricas nos registos akáshicos. Cada pessoa, animal, grupo, organização, evento e local na Terra tem um registo akáshico único. Por direito divino de nascimento, temos a capacidade de aceder aos nossos registos akáshicos pessoais bem como aos registos de um grupo do qual façamos parte.

Cada ser no planeta pode aceder às áreas dos registos akáshicos dos quais a sua alma faça parte.  Por outro lado, ninguém consegue aceder aos nossos registos akáshicos pessoais sem a nossa expressa permissão. Os registos akáshicos são protegidos por seres espirituais que são referidos como guias, os guardiões dos registos akáshicos. Estes guardiões espirituais ajudam-nos a aceder aos nossos registos akáshicos e mantêm uma forte proteção energética da informação neles contida.

Como podemos aceder aos registos akáshicos?

As pessoas acedem frequentemente aos registos akáshicos através da intuição, da oração, da meditação e flashes intuitivos. Muitos de nós experienciam estes momentos súbitos de clareza numa base diária. Para muitas pessoas, a abertura intencional à intuição fornece uma abertura mais poderosa a estes registos.

Nós podemos aprender a aceder aos registos akáshicos através de diversas técnicas. Estas técnicas podem incluir o uso de meditações, técnicas de respiração e uma oração sagrada de abertura dita em voz alta. Embora não exista uma instituição que governe este trabalho, existem muitos professores que são indicados para o ajudar.

Para além da nossa própria abertura aos nossos registos akáshicos, podemos encontrar uma clareza de muito maiores dimensões através de uma consulta ou de uma leitura de aura. A consulta ou leitura consiste em ter alguém com experiência e conhecimento no trabalho com os registos akáshicos para abrir os registos do consulente de forma a que o própria possa receber valiosa informação nos mesmos. Uma Leitura de Aura pode ser extremamente benéfica já que oferece informação específica que emerge directamente da jornada pessoal da alma do consulente permitindo a resposta a algumas das suas questões mais pertinentes sobre a sua vida.