Aquivos por Autor: Paulo Nogueira

Kenyoku Ho – técnica do banho seco

Esta técnica, realizada no final de cada tratamento de Reiki, serve para harmonizar a energia do reikiano bem como para cortar todo o tipo de ligações emocionais existentes entre o terapeuta e o paciente.Eis como se pratica:

1 – Coloque a mão direita aberta, com os dedos unidos e a palma virada para o seu corpo, no ombro esquerdo de forma a que as extremidades dos dedos estejam sobre o ombro e deslize a mesma mão em sentido descendente em direção à anca direita tocando ligeiramente o seu corpo.

2 – Repita o processo com a mão esquerda, desde o ombro direito até à anca esquerda.

3 – Repita o processo com a mão direita, desde o ombro esquerdo até à anca direita.

Humildade como meio de Sabedoria

O que significa verdadeiramente humildade?

No sutra de Hui Neng encontramos a resposta.

Bhikkhu Fa Ta, um nativo de Hung Chou que se uníu à Ordem na tenra idade de sete anos, costumava recitar o Saddharma Pundarika Sutra (Sutra do Lótus da Boa Lei). Quando foi prestar homenagem ao Patriarca, ele não abaixou sua cabeça até o solo. Devido a esta abreviada cortesia, o Patriarca reprovou-o dizendo, “Se tu te recusas a abaixar até o solo, não seria melhor deixares de fazer a saudação de uma vez? Deve haver algo em tua mente que te faz tão cheio de si. Diga-me o que fazes em teu exercício diário”.

– “Eu recito o Saddharma Pundarika Sutra”, respondeu Fa Ta. “Eu li três mil vezes seu texto inteiro!”.

– “Houvesse tu captado o significado do Sutra”, comentou o Patriarca, “não terias assumido tal soberba, até mesmo se o lesses dez mil vezes. Se houvesse compreendido o texto, estarias trilhando o mesmo Caminho que o meu. O que realizastes fez de ti alguém convencido e, além disso, não pareces perceber que isto está errado. Escuta meus versos:”

Uma vez que o objetivo do ritual é restringir a arrogância
Porque não abaixaste tua cabeça até o solo?
‘Acreditar em um ego’ é a fonte do erro,
Mas ‘tratar toda a realiação como Vazio’ atinge um
mérito incomparável!

O Patriarca pedíu seu nome então, e ao saber que este era Fa Ta (que significa Entender a Lei) comentou, “Teu nome é Fa Ta, contudo não foste capaz de compreender a Lei”. Ele concluíu criando outros versos:

Teu nome é Fa Ta
Diligentemente e sem desistir recitas o Sutra.
Repetição de texto através dos lábios só serve para a verbalização,
Mas aquele cuja mente ilumina-se ao captar o significado,
Por causa de Pratyaya (condições que produzem os fenómenos) em nossas vidas passadas
Eu explicarei a ti.
Se tu apenas acreditares que o Buddha não fala nenhuma palavra,
Então o Lótus irá florescer em tua boca.

Tendo ouvido estes versos, Fa Ta arrependeu-se e se desculpou com o Patriarca. Ele também acrescentou, “Daqui por diante, serei humilde e cortês em todas as ocasiões. Como eu não entendo totalmente o significado do Sutra que recito, tenho dúvidas sobre sua interpretação formal. Com vossos conhecimento profundo e grande sabedoria, vós amavelmente me concedereis uma pequena explicação?”.

O Patriarca respondeu, “Fa Ta, o Dharma é bastante claro; é tua mente que não está clara. O Sutra é livre de passagens duvidosas; é apenas tua mente que as faz duvidosas; Recitando o Sutra, sabes seu objetivo principal?”.

– “Como eu posso saber, Senhor”, Fa Ta respondeu, “sendo tão confuso e estúpido? Tudo o que sei é como recitá-lo palavra por palavra”.

O Patriarca disse então, “Tu irás, por favor, recitar o Sutra, uma vez que eu não posso lê-lo. Eu então explicarei o significado a ti”.

Fa Ta recitou o Sutra, mas quando ao capítulo intitulado “Parábolas”, o Patriarca o parou e disse, “O ponto-chave deste Sutra é esclarecer a meta e o objetivo da encarnação de um Buddha neste mundo. Embora parábolas e ilustrações sejam numerosas neste livro, nenhuma delas vai além deste ponto principal. Agora, qual é este objetivo? Qual a sua meta? O Sutra diz, ‘é exclusivamente para um objetivo e, uma única meta, verdadeiramente um alto objectivo e uma grande meta que um Buddha aparece neste mundo.'”

(extraído do Sutra de Hui Neng)

Origem e história do Reiki

O Reiki surge no Japão, durante a era Meiji (regime iluminado), por intermédio do doutor Mikao Usui nascido a 15 de Agosto de 1865. A era Meiji caracterizou-se por uma abertura da sociedade japonesa ao Ocidente com o objetivo de recuperar o atraso industrial em que o país estava mergulhado após um período dominado pelo sistema feudal durante 256 anos cujo governo estava entregue ao Xogunato Tokugawa (uma ditadura militar feudal em que o líder era o Xogun que significa Grande General).

Assim, com o objetivo de se modernizar, o Japão abríu os seus portos, importou técnicas industriais ocidentais, tornou a sua economia mais aberta e livre, abrindo as portas ao capitalismo que haveria de transformar o Japão numa potência mundial no início do século XX. Com a abertura económica, veio também uma abertura a novas ideias trazidas do exterior, assistindo-se a um retorno do interesse pelo Cristianismo quando os missionários cristãos regressaram o que aumentou ainda mais os caminhos religiosos e de evolução espiritual existentes dado que a tradição xintoísta e budista já estavam instaladas.

O doutor Mikao Usui, por exemplo, adoptou o cristianismo como sua religião e tornou-se sacerdote cristão tendo depois ascendido à categoria de deão de uma pequena universidade cristã em Kyoto. Deão ou decano é o nome que se atribui ao responsável máximo de uma instituição de ensino da Igreja.

Durante uma discussão com os seus alunos, um deles perguntou a mestre Usui se ele interpretava os ensinamentos bíblicos de forma literal, o que Usui confirmou, tendo de seguida sido questionado acerca das cura milagrosas de Cristo Jesus bem como as suas palavras:

“Aquele que crê em mim fará as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas (…).” (João 14:12-14)

O aluno inquiríu Usui sobre como explicava aquela afirmação uma vez que já não se acreditava ou, pelo menos, se tinha conhecimento de haver curadores em todo o mundo que fossem capazes dos mesmos feitos. Jesus ordenara também aos seus apóstolos que curassem as doenças e ressuscitassem os mortos. Pediram-lhe “Se assim é, por favor, ensine-nos o método”.

Mikao Usui, ao aperceber-se de que não dispunha da resposta ao seu estudante, demitíu-se e foi procurar a resposta, dado que segundo o código de honra japonês, um deão deverá saber as respostas a todas as questões que os seus alunos colocarem. Por esta atitude humilde de Usui, se começa já a perscrutar na nossa mente o seu grande carácter de buscador da Verdade e mestre.

Sendo que Usui houvera recebido a instrução cristã por parte de missionários americanos e tendo em conta que o Cristianismo era a religião vigente nos Estados Unidos, ele decidíu viajar até aos Estados Unidos em 1898 e iniciar as suas pesquisas no seminário de teologia da Universidade de Chicago onde viria a realizar o seu doutoramento mais tarde, onde apesar do longo tempo dedicado, não pôde colher ainda os frutos de suas investigações. Sabendo, de igual forma, que também Buddha, tivera operado curas milagrosas para além dos seus profundos e intemporais ensinamentos à semelhança do Cristo, resolveu-se a pesquisar o Lótus da Boa Lei em japonês, dado que as crónicas que relatavam os milagres de Cristo eram escassas e que a maioria se perdeu no decorrer dos séculos.

O Lótus da Boa Lei (Saddharma Pundarika Sutra) consiste num conjunto de ensinamentos escritos por filósofos indianos em sânscrito já depois da passagem de Buddha, escrito entre 100 A.C e 200 D.C. É considerado uma das mais importantes escrituras do Budismo Mahayana onde se ensina que cada pessoa tem a capacidade de se tornar iluminado.

Usui regressou ao Japão, tendo passado por diversos mosteiros budistas com o objetivo de recolher alguma informação sobre a sua busca embora tenha ficado desiludido várias vezes por, nesses mosteiros, terem referido que naqueles dias interessavam mais as curas de natureza espiritual que as de origem física, emocional ou mental, isto é, que se deveria focar apenas na transformação da consciência das pessoas e não no seu estado físico, emocional ou mental.

Após alguns desânimos, ingressou num mosteiro da tradição Zen onde finalmente o encorajaram a prosseguir na via da busca para as doenças do corpo físico embora reconhecessem que a busca da solução dos problemas espirituais fosse prevalecente naquela época. O líder do mosteiro Zen que o acolheu, declarou que tendo as curas físicas sido realizadas numa época, certamente haveriam de ser possíveis em qualquer outra época de igual forma tendo, por isso, convidado Usui a continuar as suas pesquisas no seu mosteiro. o que lhe suscitou novo ânimo no estudo dos sutras em japonês.

Em seguida, mestre Usui aprendeu chinês com o objetivo de estudar os sutras chineses e sânscrito para estudar os sutras tibetanos embora este esforço não tivesse sido compensado com resultados efectivos até ao momento. Após ter constatado a sua ausência de resultados, prosseguiu a sua busca viajando ao norte do Tibete. No domínio do sânscrito, aproveitou essa facilidade para viajar até à Índia e continuar suas pesquisas. Tendo concluído o estudo de todos os sutras tibetanos, houvera um manuscrito em particular, escrito em sânscrito, pertencente a um praticante budista que continha 4 símbolos sagrados usados por Buddha na cura e remissão das doenças. No entanto, Usui percebeu que sem a informação sobre como aplicar esses símbolos e a sua devida activação, não estava ainda na posse da técnica de cura.

Consciente do seu importante avanço na busca, encontrou-se novamente com o sacerdote do mosteiro Zen que o tinha incentivado e, juntos em meditação, chegaram à conclusão de que Usui deveria partir para o monte Kurama, uma montanha de 584 metros de altitude considerada sagrada, localizada a 25 Kms a noroeste da cidade de Kyoto, a fim de praticar jejum e meditação durante 21 dias.

Esta iniciativa, que decorreu em Março de 1922, é semelhante à iniciativa de muitos índios americanos que partem para uma montanha sagrada a fim de receberem alguma visão ou revelação do Divino. Mikao Usui, de posse apenas dos sutras tibetanos que tinha encontrado e de um cantil de pele de cabra com água, juntou 21 pedras que lhe permitiriam contar os dias do seu retiro espiritual e permaneceu sentado, perto do topo da montanha, num local chamado Osugi Gongen, à beira de uma grande árvore sagrada (kami) da qual é dita ser a encarnação do deus Mao-Son (‘o Grande Rei dos Conquistadores do Mal e do Espírito da Terra’).

Através da prática do jejum absoluto, da meditação, da contemplação, do silêncio, da oração fervorosa, da entoação de cânticos e da leitura de sutras, Mikao Usui entrou num estado de consciência aumentado e na véspera do 21º dia, de madrugada, em noite de Lua Nova, procurou tacteando com sua mão a última pedra. Sendo que até aquele momento, nada de extraordinário tinha acontecido, eis que, de repente, Usui observa uma intensa luz branca que cresce na sua direção à medida que se aproxima e que o atemoriza inicialmente. Recuperando do estado inicial de ansiedade, convence-se que aquela luz é o sinal tão aguardado e que não deverá deixar que o medo se apodere dele e o afaste do seu propósito. Renunciando a qualquer medo, entregou-se e pensou ter passado para o mundo espiritual quando a luz que se aproximava rapidamente o atingíu finalmente em plena testa, projectando-o para fora do corpo físico.

Foi então que num estado ampliado de percepção extra-sensorial, pôde assistir à dança de milhares de bolas às cores, diante de seus olhos, contendo no seu interior, cada uma delas, um carácter sânscrito em dourado e a três dimensões. Os símbolos foram apresentados um a um, de forma que Usui pudesse registar a sua forma bem como o seu significado e a forma de como os usar. Dessa forma, Mikao Usui recebeu a iniciação directamente da Fonte bem como os ensinamentos de como passar o poder do Reiki a outras pessoas.

Destinatários da Leitura de Aura

A Leitura de Aura não serve para diagnóstico de doenças. Nesse caso, deverá consultar um médico ou outro profissional de saúde, devidamente habilitado. Assim sendo, é provável que mesmo que seja portador de uma doença grave como cancro ou outra de gravidade similar, tal nem sequer seja mencionado na leitura.

Leitura de Aura consiste numa terapia espiritual de auto-conhecimento, limpeza kármica e alinhamento de chakras. Apesar de ser uma terapia espiritual, não é vidência. Para consultas de vidência, deverá consultar um médium-vidente. Por conseguinte, não serve para identificar casos de magias ou presença de obsessores.

Leitura de Aura não serve para diagnosticar ou tratar urgências espirituais ou médicas mas para auto-conhecimento e evolução espiritual a longo prazo. Assim, o destinatário não deverá procurar a Leitura de Aura como algo que vai solucionar, em questão de dias ou semanas, um determinado problema específico. Dessa forma, aquando do agendamento da sua sessão, não deverá ter expectativas em relação ao solucionamento urgente de algum problema específico.

A Leitura de Aura não deverá ser usada como ferramenta para tomar decisões de curto-prazo na sua vida dado que as mensagens do espírito do consulente são conselhos e recomendações de longo prazo e que requerem do consulente, normalmente, mudanças de atitude e comportamentos, crenças e paradigmas, em relação à forma como se percepciona a si mesmo, aos outros, à realidade e a Deus.

Para tomar decisões de curto-prazo na sua vida, existem vários métodos:

  • seguir o coração – aprenda a ouvir o seu coração através da prática da Meditação
  • Tarot – o Tarot não deve ser usado para propósito divinatório mas de aconselhamento, isto é, Tarot terapêutico e não Tarot divinatório. A Lei do Livre-Arbítrio faz com que um determinado evento futuro não tenha necessariamente de ocorrer na vida da pessoa como um acontecimento certo (na Lei de Laplace seria p=1 sendo que p seria probabilidade) mas apenas provável (0<p<1 matematicamente falando). O Tarot e outros métodos são excelentes para averiguarem a ocorrência de um determinado acontecimento futuro provável mas nunca 100% determinado devido à existência do Livre-Arbítrio.

A Leitura de Aura destina-se a pessoas que estejam interessadas em evolução espiritual, em aprofundar o auto-conhecimento que têm de si mesmas, em procurar soluções de longo prazo para as suas vidas através de mudança de atitudes, comportamentos e paradigmas pelos quais interpreta a realidade e a vida.

Os destinatários da Leitura de Aura são pessoas comprometidas com a sua evolução espiritual que vêm procurar nesta terapia, uma ferramenta que traga ao de cima, padrões kármicos que carrega de outras vidas passadas, para serem finalmente resolvidos podendo, resultar em alguns casos, não em todos, em pequenas catarses emocionais bem como acelerar eventos que a pessoa tinha de vivenciar mas para os quais ainda não tinha tido coragem de assumir. Sendo assim, a Leitura de Aura, através do trabalho energético que é realizado pelas entidades que nela trabalham em parceria com o terapeuta, despoleta situações que vão dar uma ajuda para sair da sua zona de conforto e fazer aquilo que o seu coração já há muito pedia mas que não tinha coragem de executar.

Antes de agendar a sua sessão de Terapia de Leitura de Aura, deverá ler os seguintes artigos para possuir mais informação e identificar se esta será a terapia mais indicada para o seu caso:

Distinguir ilusão amorosa de amor

Distinguir entre amor e ilusão amorosa

Distinguir entre amor e ilusão amorosa

Distinguir um amor verdadeiro de uma ilusão amorosa pode representar em si mesmo um processo bastante longo de tomada de consciência ao longo de semanas, meses, anos, décadas ou até mesmo uma vida inteira.

Para além disso, é fundamental conhecer as características de uma e de outra e uma das formas mais cabais de o fazer é a própria experiência de vida. Desde cedo, o ser humano é confrontado com histórias românticas que começam a preencher o seu subconsciente desde que este tem aproximadamente 3 anos de idade. Nesta idade, a sua mente absorve informação com a mesma potência com que um buraco negro absorve a matéria e a luz. Aos 3 anos de idade, as crianças, cujas ondas cerebrais predominantes são as ondas theta (4 a 7 Hz), encontram-se com uma capacidade de aprendizagem tão rápida que nunca mais voltarão a ter ao longo da sua vida, semelhante capacidade de acumular tanta informação. Para além de estarem a aprender tudo o que faz parte da sua relação com o mundo, também são sugestionadas por diversos contos infantis que vão preencher a sua imaginação de imagens belas sobre o amor e a vida afectiva.

Elas irão vibrar com os contos de fadas em que a mulher é sempre bela e cheia de predicados morais elevados bem como o seu príncipe encantado. Na primeira infância, a capacidade de sentido crítico – o mecanismo de censura – que actua como porta entre a mente consciente e subconsciente, ainda não está desenvolvida. Como a imaginação é uma tarefa desempenhada pela mente subconsciente e não se desenvolveu ainda um divisor de águas entre a mente consciente e subconsciente, as crianças são normalmente muito criativas, imaginativas, com tendência a criar imensas histórias e mitos dentro de si mesmas. Conseguem, por conseguinte, trazer muito mais facilmente a informação do seu subconsciente para o consciente que os adultos.

À medida que as crianças crescem e se tornam adultos no mundo real, vão aprendendo que a vida romântica, plena de cores amorosas de verde-vida, rosa-amor ou azul-bebé, com que se entretiveram para seu próprio deleite interior numa redoma mental à qual somente as próprias criadoras têm acesso, simplesmente, não existe. Ou melhor, ela é proporcional às lições que a Alma/Eu Superior delas escolheram aprender através dos contratos de relações amorosas – kármicas ou dhármicas – que estabeleceram com seus parceiros e parceiras.

Porque os seres humanos têm necessidade de criarem histórias mentais nas quais se revêem como o príncipe ou a princesa encantada dos contos de fadas, quando a realidade da sua vida amorosa externa revela exatamente o oposto dessas ilusões em que teimam embrenhar-se contra todas as evidências? A resposta é obviamente o evitamento do sofrimento do contacto com a realidade. No entanto, ao evitar sentir e vivenciar a realidade tal como ela é, criando mitos e fábulas interiores, perdem uma grande oportunidade de evolução espiritual.

As pessoas vivem e convivem com os seus parceiros e parceiras amorosos ou vivem antes com uma imagem recriada desses mesmos parceiros que nem sempre corresponde à realidade? E o que acontece quando as máscaras caem? Será que as relações continuam ou transitam para o parceiro ou parceira seguinte porque a relação chegou a um ponto onde não é mais possível usurpar o lugar da verdade com o lugar das ilusões amorosas com que banqueteiam a sua mente enquanto seu coração permanece faminto?

À medida que as relações avançam no tempo, os participantes conhecem-se a si mesmos. As relações servem não apenas para estabilidade emocional mas também para crescimento interior o qual não está isento de sofrimento, dado que praticamente ninguém actualmente encarnado corresponde a seres evoluídos já libertos do karma e, por conseguinte, da roda das reencarnações, mas sim a 7500 milhões de seres humanos a vivenciarem mais uma de suas 200 ou 300 encarnações, tentando aprender as respectivas lições na escola de almas do planeta Terra.

As relações amorosas servem para espelhar os nossos comportamentos no outro para que possamos aprender como somos nós. Usamos um espelho para nos pentearmos de manhã porque não conseguimos ver o nosso próprio cabelo. Da mesma forma, estabelecemos um relacionamento amoroso com outra pessoa, para conhecermos os nossos próprios defeitos e virtudes e os trabalharmos.

Jamais um ser humano deverá culpar o parceiro ou parceira pela sua infelicidade amorosa. Apenas o próprio é responsável por si mesmo. Caso o faça, estará a perder uma gloriosa oportunidade de tomada de consciência sobre si mesmo. Equivale a rejeitar um cupão de desconto no supermercado dado que essa pessoa, jactantemente, se considera rica e não necessitada de qualquer desconto (ou seja espiritualmente consciente fazendo a analogia), e portanto, considerará que a falha da relação não está em si mesma mas fora de si, eventualmente, no seu parceiro ou parceira.

A força de uma relação amorosa não se vê pela forma como ela cai, porém, pela forma como se levanta após a queda, não uma, duas ou três vezes apenas, mas tantas vezes quantas se fizerem necessárias para aprendizagem da lição proposta pela Alma dos envolvidos.

Cenários possíveis de queda numa relação

1. A relação termina e os companheiros seguem, cada um, para uma relação com novo parceiro e parceira, porém carregam as ilusões interiores da relação anterior para a relação seguinte. Dessa forma, geram um padrão repetitivo nas suas relações dado que sempre que surge um problema na relação, em vez de se trabalharem e reflectirem sobre si mesmos, tendem a ir pelo caminho mais fácil e simples a curto prazo que consiste em terminar a relação sem ter aprendido a lição ou, numa análise mais pessimista, auto-convencerem-se que sabiam qual era a lição e que já a aprenderam.

Tendem a considerar-se vítimas do parceiro ou da parceira e esperam, em vão, que a próxima relação seja diferente apenas porque mudaram de parceira ou parceiro.
Em geral, em breve, estarão a vivenciar o mesmo padrão de problema, porém com um actor/actriz diferente na sua peça.

Neste primeiro cenário, a pessoa está demasiado apegada às suas convicções românticas do que significa estar num relacionamento amoroso bem como aos seus mitos interiores e ilusões e, sempre que a realidade ameaça essa ficção auto-criada, terminam a relação para os protegerem e continuarem a validar.É facilmente compreensível que a ficção prazeirosa com que o ser humano experiencia a sua vida dentro da sua própria mente seja mais apetecível por vezes que a realidade, daí o mecanismo de fuga.

2. A relação não termina, porém, um ou ambos os intervenientes vão buscar a representação interna de uma pessoa externa (amante) para se alimentarem mentalmente e, assim, poderem ter ânimo para continuar uma relação que, para um ou ambos, é insuficiente no que tange à satisfação das suas necessidades e aspirações afectivas.
Assim é que, muitas vezes, uma paixão secreta ou relação no plano astral de uma pessoa comprometida com um(a) amante é, paradoxalmente, o que sustenta a estabilidade de uma relação. A mente vai buscar compensar as necessidades do coração nem que para tal tenha de criar ilusões.

Não obstante, se a relação terminar com o(a) parceiro(a) oficial e se iniciar, em seguida, com o(a) amante para dar cumprimento corpóreo às expectativas, o padrão tenderá a repetir-se.Num exemplo mais concreto, se o parceiro ou a parceira têm uma relação física oficial com uma pessoa mas mantêm uma relação mental com outra (amante, por vezes, um(a) ex-companheiro(a)), quando trocarem de parceiro(a), terão necessidade de outro amante. Tal significa, que a chave de um relacionamento amoroso bem-sucedido não está necessariamente na escolha do(a) parceiro(a) certo(a) mas sim no trabalho interior de auto-crescimento e burilamento das próprias fraquezas morais.

3. A relação não termina e ambos os parceiros assumem total responsabilidade pela forma como a mesma se desenrola, nas suas facetas positivas e negativas, adoptando uma postura pro-activa concernente ao seu desenvolvimento pessoal, compreendendo em profundidade que toda e qualquer relação será sempre o espelho do seu próprio interior.

Banho de eucalipto

Banho de Eucalipto

Banho de Eucalipto

Deseja fazer um banho de descarrego com eucalipto?

O banho de descarrego com folhas de eucalipto é um dos banhos mais poderosos para fortificar o espírito. A folha de eucalipto liberta um perfume bastante forte e característico e o ideal é tomar um banho ao deitar depois de tomar o seu banho de higiene normal.

Tal e qual como se recomenda para a maior parte dos banhos de descarrego, deverá colocar um punhado de ervas, no caso, folhas de eucalipto em cerca de 3 ou 4 litros de água quente. Não deverá ferver o chá pois o elemento Fogo destrói o elemental do eucalipto que corresponde a quem, realmente, vai operar os seus efeitos juntos dos devas que regem cada um dos seus órgãos do seu corpo físico de acordo com a sua intenção. Não deverá, por isso, olvidar que em toda a operação energética que empreender, o poder da intenção é de máxima importância.

Sendo assim, quando estiver a deitar o banho de descarrego com folhas de eucalipto, do pescoço para baixo, sobre si, deverá pedir aos seus guias, a Arcanjo Miguel, à Mãe Natureza e ao Deus Criador de todas as coisas, que usem os elementais do banho de eucalipto para limpar e fortificar totalmente o seu espírito, investindo-o da sua máxima luz. Recomendo que use inclusivé o poder da visualização para multiplicar os efeitos do banho de descarrego, imaginando, por exemplo, uma poderosa espiral dourada que desce sobre o seu chakra da coroa, deslizando por todo o seu corpo em movimentos espiralados, até aos seus pés, empurrando toda a negatividade, a qual poderá imaginar como fumo escuro a ser varrido para baixo, escoando através do ralo da banheira ou do poliban, deixando a sua aura completamente radiante e inundada de cor dourada ou violeta. Use também o poder da respiração, inspirando e expirando profundamente, enquanto se limpa.

Deverá assumir o cuidado de filtrar as folhas de eucalipto de modo a deitar sobre si apenas a água que deverá apresentar uma côr verde-acastanhada dependendo de ter usado as folhas secas ou verdes. Não tem qualquer diferença entre usar folhas secas ou verdes daí que dependa apenas do seu gosto pessoal. Quando filtrar as folhas de eucalipto, deverá devolvê-las à Natureza, numa atitude de respeito e reverência para com o eucalipto enquanto espécie do reino vegetal que tanto benefício traz ao Homem em termos energéticos. Poderá colocá-las num jardim perto de sua casa ou numa mata.

O eucalipto é tão poderoso que apenas ao inspirar profundamente o vapor perfumado do banho de descarrego, já estará a inundar o seu espírito de uma auto-estima maior, do aumento da sua energia e do equilíbrio da sua aura.

Quando terminar de tomar o seu banho, não seque com a toalha. Deixe secar ao natural para impregnar completamente o seu corpo do elemental do eucalipto e poderá ir dormir a seguir, no caso de o banho ser a última coisa que faz nesse dia, à noite.

Na Umbanda, o banho de eucalipto é quase tão recomendado como o famoso banho de arruda, alecrim e alfazema o qual é usado para limpar e harmonizar a aura.

O banho de eucalipto com sal grosso serve para limpar o seu campo energético.

O banho de eucalipto aumentará a sua força interior e dar-lhe-á ânimo. É uma erva classificada na Umbanda como quente, isto é, agressiva, estando associada aos orixás Ogum (sincretizado com São Jorge) e Iansá (sincretizada com Santa Bárbara) e com uma função muito útil para cancelar, neutralizar e fechar portais de energia negativa dentro do corpo energético que podem ter sido abertos se foi vítima de pragas ou magias antigas. Se não souber se tem ou não algum portal negativo, na dúvida, quando estiver a pedir aos seus guias para o limpar energeticamente, peça-lhes também para fechar todos os portais negativos em si usando o poder do elemental do eucalipto. A regra será sempre velar pelo seguro.

Em termos medicinais, é uma planta que vejo ser usada desde a minha infância pelo meu pai que a usava embebida em água muito quente para poder inalar o seu vapor altamente descongestionante das vias respiratórias sendo também comummente usada no banho turco em alguns ginásios e spas pela mesma razão.

De acção anti-séptica, desinfectante, anti-inflamatória, anti-microbiana é também usada para afastar diversos insectos sendo, por isso, colocada sobre ou dentro da carcaça de um animal abatido para consumo humano, para afastar moscas varejeiras que poderiam depositar os seus ovos na carne, dos quais eclodiriam larvas, que poderiam contaminar a carne gerando doenças. Por essa razão, é considerado também um vermífugo ao manter afastados diversos parasitas.

Dado que a estrutura do Eucalytus é bastante resistente, tem um valor económico bastante importante para a construção de fundações de diversos edifícios bem como para a indústria da celulose que é usada para produzir pasta de papel e que pode desempenhar um papel extremamente dinamizador da economia de alguns municípios de pequena dimensão como é exemplo Constância no distrito de Santarém, ao gerar imensos postos de trabalho. Esta árvore de folha perene, originária da Austrália, da qual estão catalogados 450 tipos diferentes, é bastante usada também na indústria farmacêutica por causa do poder dilatator dos brônquios que o eucaliptol, óleo essencial extraído do eucalipto, assume à semelhança do mentol com o seu típico efeito refrescante.

Em termos económicos, esta espécie caracterizada pelo seu crescimento rápido, assume ainda particular destaque na construção civil, nas travessas dos caminhos de ferro e na produção de biocombustível não sendo útil, porém, para a indústria do mobiliário dado ser dura, pesada e difícil de trabalhar com tendência a empenar ou rachar aquando da secagem.

Mestre Ascensionada Ísis

A Mestre Ascensionada Ísis participa activamente no Curso de Cura Ascensional através de uma poderosa iniciação que serve para ancorar o Ankh no coração espiritual dos participantes, ajudando a resgatar o poder soberano da alma. No Antigo Egipto, Ísis era a deusa da maternidade, do casamento, da fertilidade, da magia, da cura, da reencarnação e da adivinhação. Ísis é a patrona das sacerdotisas.

Segundo a mitologia egípcia, Ísis era irmã e esposa do deus Osíris. Juntos, tiveram um filho – o deus Hórus. Os 3 formam uma trindade semelhante à Sagrada Família formada por Maria, José e Jesus.

Ísis é o complemento do mestre ascensionado Serapis Bey, o qual foi Osíris.

Por esse motivo, Ísis esta relacionada com o Quarto Raio – O Raio Branco – cujos atributos divinos são a Pureza, a Ressurreição e a Ascensão.

Mestre Ascensionada Ísis

Mestre Ascensionada Ísis

 

Diálogo com o Deus Interior

Diálogo com o Deus Interior- Paulo Nogueira– Quanto tentas ser bom, não o és. Porque não tens conseguido ajudar os outros apesar das tuas imensas tentativas? Tens sentido frustração, tristeza, ressentimento em relação a um Deus externo a ti por não te ter concedido as ferramentas que necessitavas para os ajudar… Desejas realmente saber a razão?

A razão é porque ainda não te amas tal e qual como és. A razão é que ainda não aceitas que tu és parte do próprio Deus Pai-Mãe. Ainda não aceitas a tua verdadeira divindade. Ainda não a reconheces em Ti. Acreditas que a tua divindade cresce com o tempo, que daqui a alguns anos, décadas, encarnações até, serás mais divino do que és hoje. Mas a verdade, a grande verdade, é que a tua divindade é imutável. As tuas enormes sequências de encarnações servem apenas para que Tu te experimentes de diversas maneiras, todas elas, divinas. É bom demais para ser verdade?

Nada é bom demais para ser verdade quando nos amamos na plenitude do nosso ser, quando nos aceitamos integralmente. Até que isso seja uma crença bem instalada no teu subconsciente, sentirás que há coisas que são demasiado boas para tu as experimentares. Sentes que elas estão além das tuas capacidades, dos teus conhecimentos ou, ainda, do teu merecimento. Tens um veneno em tua mente cujo antídoto consiste pura e simplesmente na Sabedoria do teu coração. A tua mente separa. O teu coração une. Tens uma Sabedoria imensa dentro de ti que flui quando tu fluis, quando te permites.

Se buscas palavras complexas, estás na mente. Porém, do coração emergem palavras simples. A Sabedoria é traduzida por simples verdades, não por construções mentais complexas e rebuscadas. Se buscas o rebuscamento, ages como um cão caçando a sua própria cauda. Jamais esse cão irá alcançar o seu objectivo e o resultado será desânimo, cansaço, frustração, tristeza… Já te sentiste assim antes?

Apercebe-te que és tu que constróis o sofrimento para ti mesmo sempre que buscas a mente ao invés de repousares no coração.

A mente fala. O coração está em silêncio. A mente procura e, por isso, está em constante movimento. O coração já encontrou e por isso está em repouso. Se tens uma mente e um coração, és tu que decides onde queres estar. Podes decidir se queres estar na busca eterna de quem Tu és ou se já te encontraste e regozijares-te com isso, colhendo os frutos da tua realização interior.

A verdade não está no futuro. A verdade é aqui e agora. A verdade aguarda que tu a descubras dentro de ti. Não há nada que necessites de fazer para a alcançar. Mas há algo que necessitas de conhecer no entanto. Necessitas de conhecer que és Deus em ti mesmo. Necessitas de abdicar da ideia de tentar agradar a Deus fazendo o bem aos homens. Não é que não devas fazer o bem mas sim que deves deixar de o fazer apenas para agradar a uma ideia na tua mente que concebes como um Deus externo a ti, separado de Ti. Deverás sim, fazer o bem, mas sabendo que és tu como Deus que o fazes e que, quando o fazes, não o fazes senão com intenção de te agradares a Ti mesmo. Não no sentido, porém, de te engrandeceres dado que como ser infinito que és, não te podes tornar maior. O que poderia ser maior que o infinito? Não existe nada além do infinito. Sempre que fazes algo que sabes que te poderá engrandecer aos olhos dos outros, não provas mais do que a pequenez com que te consideras e que tentas compensar com algo externo a ti.

Amor, Luz, Sabedoria… Eis algo que quanto mais dás, mais recebes!
Canalizado por Paulo Nogueira.

 

Resgate do Deus interior

O Curso de Cura Ascensional, fundado pelo terapeuta Paulo Nogueira, visa o resgate do seu Deus Interior, do seu Santo Cristo Pessoal, da sua natureza de Buda, do Iluminado que existe em si. Deus é uno com o leitor. Nunca foi algo separado de si. Deus, a Fonte está em tudo quanto existe desde o “início”. Não houve início. Apenas o eterno momento presente existe.

Durante a iniciação de Ísis, vai ser ancorado no coração do participante do curso o Ankh. Esta iniciação visa aumentar a sua auto-aceitação, o amor-próprio e a compaixão por si mesmo, ajudando-o a testemunhar o seu poder soberano dentro de si à medida que se vai apercebendo das crenças limitantes que são responsáveis por estagnar a sua vida em diversos domínios. Cada uma das encarnações paralelas vai sendo limpa das consequências nefastas das suas crenças limitantes à medida que a energia da iniciação se vai intensificando, sempre com a sua participação consciente dissolvendo completamente todos os padrões de auto-sabotagem.

No curso, o participante é convidado a explorar mentalmente todas as dores e sofrimentos pelas quais passou ao não ter assumido a sua divindade no passado, ao ter prescindido do seu poder pessoal, ao não ter acreditado em si mesmo e, por conseguinte, reconhecer, nesse momento, a oportunidade que o curso e os mestres ascensionados presentes lhe dão de curar essas dores e sofrimentos, de ganhar coragem de se perdoar e se aceitar integralmente nesse momento.

Através do poder do perdão, do seu Eu Superior, da amada mestra Ísis, o participante libertar-se-á de diversas crenças limitantes concernentes à religião, espiritualidade e a Deus.

O Curso de Cura Ascensional promove com o indispensável auxílio do seu Eu Superior, o resgate do poder soberano da sua Alma através da limpeza de crenças limitantes que a certo momento da sua vida guardou como verdades absolutas no seu subconsciente. O curso ajuda-o a questionar quem guia a sua vida. Essas crenças limitantes estão gravadas ao nível do seu ADN físico. As crenças ao nível subconsciente influenciam o próprio ADN físico.

Durante a iniciação recebida da Mestre Ascensionada Ísis, algumas dessas crenças limitantes que o impedem de se enxergar como sendo verdadeiramente divino, são limpas  do ADN físico pelo seu Eu Superior.

Seguem algumas:

“Assumir o meu poder pessoal vai desafiar Deus. Estou a afrontar Deus.”

Ao assumir o seu Poder Pessoal, não estará a afrontar Deus a menos que tenha a percepção de que esse Deus é algo externo a si, separado de si. Nesse caso, tem medo de viver, medo de ser feliz. Pelo contrário, ao assumir o seu Poder Pessoal, estará a assumir uma característica divina em si mesmo, estará a assumir Deus dentro de si próprio, sentindo-se parte Dele.

“Serei assassinado se assumir o meu poder pessoal”

Esta crença radica principalmente no facto de que diversos líderes religiosos, espirituais e filosóficos do passado foram mortos por divulgarem abertamente as suas ideias em prol do bem comum, tendo sido punidos por grupos de pessoas cujos interesses de ordem pessoal ou sistema de crenças diferente se sobrepuseram. Se o leitor não assumir o seu poder pessoal não estará a viver verdadeiramente livre mas apenas a ser um mero reflexo das programações impostas pelas experiências do seu passado bem como da própria sociedade.

“Tenho de baixar a voz quando falar no meu poder pessoal”

“Temo o isolamento social por ser visto assumindo o meu poder pessoal”

Por vezes, tememos mais o nosso próprio poder pessoal do que o poder pessoal dos outros.

“Recuso-me a usar do meu poder pessoal para abençoar outros e a mim mesmo”

Esta crença significa que a pessoa não se crê como suficientemente divina para abraçar o papel daquele que abençoa mas sim daquele que está à espera ou que suplica que alguém, fora de si mesmo, o venha abençoar nas suas ideias e projectos. A pessoa, por vezes, pensa: “Quem sou eu para dar bênçãos? Não sou como Cristo Jesus ou Babaji. Eles podem dar bênçãos porque são seres iluminados. Eu não. Eu apenas posso receber no caso de ter merecimento. Merecimento esse que é definido por alguém além de mim mesmo, algo externo a mim, separado de mim.”

“Tenho medo de que o meu poder pessoal, incluindo aquele que inclui a minha sexualidade, seja proveniente de uma fonte profana.”

Esta crença pressupõe a não aceitação integral de si mesmo, incluindo a sexualidade.

“Tenho medo de assumir o meu poder pessoal pois posso fazer mal a outros ou a mim mesmo se o fizer.”

“Os outros têm mais acesso ao meu poder pessoal do que eu.”

Esta crença, quando reconhecida, evoca um sentimento de vergonha por sentir que os outros o controlam mais do que você a si mesmo.

Evoluir espiritualmente

Evoluir espiritualmente

Diz um velho koan zen:

Um estudante foi ao seu professor e disse fervorosamente: “Eu estou ansioso para entender seus ensinamentos e atingir a Iluminação! Quanto tempo vai demorar para eu obter este prémio e dominar este conhecimento?”

A resposta do professor foi casual: “Uns dez anos…”

Impacientemente, o estudante completou: “Mas eu quero entender todos os segredos mais rápido que isto! Vou trabalhar duro! Vou praticar todo o dia, estudar e decorar todos os sutras, farei isso dez ou mais horas por dia!! Neste caso, em quanto tempo chegarei ao objectivo?”

O professor pensou um pouco e disse suavemente: “Vinte anos.”

Não se pode apressar o caminho espiritual de alguém. Como se costuma dizer: “A pressa é inimiga da perfeição”. Antes de iniciarem a prática da Meditação, alguns alunos revelam essa ansiedade, essa pressa de chegar a um lugar e, de entre esses, outros ainda mais racionalistas, tendem quase a querer negociar um prazo com a sua Alma para a evolução. Não funciona nem nunca funcionará dessa forma.

A evolução espiritual exige tempo, dedicação mas acima de tudo, constância e perseverança. É a perseverança que vai fazer com que a tartaruga supere a lebre no caminho espiritual. A entrada no caminho não poderá ser por impulso mas por insight. Imensas pessoas confundem impulso com insight. O insight é uma intuição e a intuição é uma comunicação do nosso espírito para o nosso ego, a nossa personalidade. Quando recebemos algum insight durante uma meditação ou um simples período de silêncio ou de contemplação, a fonte é o nosso Eu Superior, o nosso guia, o Anjo da Guarda, um Ser de Luz ou, noutros casos, até mesmo um vulgar espírito desencarnado que se encostou temporariamente à pessoa naquele momento para lhe transmitir a mensagem.

Já o impulso tem como fonte o ego. Tem a culpa de não ter feito rigorosamente nada pela sua própria evolução espiritual excepto preocupar-se, exclusivamente, com os seus afazeres mundanos do momento nos últimos 15 ou 20 anos, e nunca ter dedicado a viver a vida de forma consciente. Nada contra viver. Pelo contrário. Se a nossa Alma se propôs a mais uma encarnação, foi no sentido de maior progresso espiritual e aprendizagem e isso só conseguirá mais rapidamente estando encarnada do que estando desencarnada. Um espírito encarnado pode evoluir em 10 anos aquilo que um desencarnado necessitaria de 100 anos.

Assim, na Espiritualidade, tomar decisões por mero impulso emocional de culpa ou outra emoção é bastante diferente de tomar uma decisão por insight. Jamais deveremos olvidar a estrutura tripartida de um ser humano no que se concerne à fonte da tomada de decisões:

Parte animal – instinto
Parte humana – intelecto/raciocínio
Parte divina – intuição

Todas estas fontes de informação são necessárias na nossa vida mas é importante dispôrmos de sabedoria para sabermos quando devemos usar cada uma delas.

O instinto é excelente para nos assegurar da nossa sobrevivência ao nível físico no que diz respeito à satisfação das necessidades biológicas.
O intelecto é necessário ao engenheiro civil que está a realizar cálculos de Física e Matemática para construir uma ponte.
A intuição é necessária para sabermos o sentido da vida e para nos relacionarmos com o plano Espiritual.

O instinto é a mais imediatista das fontes de informação. Diz-nos o que necessitamos de fazer a muito curto prazo. No entanto, a fonte mais adequada para a Espiritualidade é a intuição. Assim, a decisão de evoluir espiritualmente deve partir da intuição, de uma parte de nós que sente a necessidade de encontrar um sentido naquilo que faz, nas situações de vida que está a atravessar no momento. Não pode ser apressada.

Imensas vezes, tenho alunos de meditação que têm vontade de evoluir espiritualmente com grande rapidez. Esse desejo é de grande mérito. No entanto, não é suportado pela perseverança e uma grande parte acabará por sucumbir ao facilitismo e à preguiça. O facto de se terem de levantar 20 minutos mais cedo para praticar meditação com um mantra de manhã e o facto de terem que praticar mais 20 minutos à noite é para alguns, em si mesmo, um factor de dissuasão. No entanto, buscam Sabedoria, Paz Interior, Equanimidade e Equilíbrio que só a Meditação lhes poderia outorgar. Recomendo a Meditação Transcendental dado ser uma das mais estudadas cientificamente desde que foi revelada por S.S. Maharishi Mahesh Yogi.

Uma boa parte dos iniciantes estão presos a diversos mecanismos de auto-sabotagem do ego e a única forma de derrotar esses mesmos mecanismos é através da Sabedoria, da observação interior que se faz durante o próprio processo da Meditação. Por vezes, argumentam: “Não tenho tempo para praticar a Meditação. Tenho uma vida muito agitada” ao que lhes respondo: “Por isso mesmo, necessita de Meditação. Se tivesse uma vida repleta de Paz, não necessitaria da Meditação. Por acaso, nega-se a procurar um médico argumentando que não poderá tomar a medicação porque está doente?”.

Ora é precisamente quando alguém está doente que deverá procurar o médico. Da mesma forma, é precisamente quando alguém tem falta de paz interior, de sentido de vida, que deverá praticar a Meditação. Se a pessoa estiver em Paz não sentirá tanta motivação em curar o seu espírito. Curar o seu espírito significa amar-se mais a si mesmo, procurar a Fonte e sentir-se amada por ela, observar-se a si mesmo e repousar finalmente num estado de consciência que transcende as limitações da mente a qual cria o espaço, o tempo e a matéria. A mente cria a nossa realidade a todo o instante. Quem nós realmente somos, permanece imutável no centro do tempo e do espaço sendo que o espaço e o tempo se movem através de nós como experiências criadas pela mente. Para ilustrar melhor a ideia, irei mostrar ao caro leitor mais um koan zen:

Dois monges discutiam a respeito da bandeira do templo, que tremulava ao vento. Um deles disse:
– É a bandeira que se move.
O outro disse:
– É o vento que se move.
Trocaram ideias e não conseguiam chegar a um acordo. Então Hui-neng, o sexto patriarca, disse:
– Não é a bandeira que se move. É a mente dos senhores que se move.
Os dois monges ficaram perplexos.

A evolução espiritual não depende tanto da técnica que usa para chegar à Iluminação mas sim da determinação que tem em atingir a maestria de si mesmo. Não adiantará tentar praticar 6 a 7 horas seguidas de Meditação Transcendental para corresponder a 20 a 30 mins de manhã e à tarde durante uma semana uma vez que a criação do hábito é extremamente importante em qualquer prática espiritual. A evolução espiritual não é algo que a pessoa possa comprimir temporalmente.

Da mesma forma que o caro leitor, todos os dias, toma o seu pequeno-almoço, o seu almoço, o seu lanche e o seu jantar e, ainda, eventualmente, a sua ceia, para alimentar o seu corpo, também deverá todos os dias ter um determinado tempo para a prática espiritual para alimentar o seu espírito. Nesse sentido, não adiantaria muito jejuar durante 6 dias seguidos e comer um lauto almoço ao sétimo dia para corresponder a todas as refeições que deveria ter consumido e que não consumíu. O leitor argumentará, com razão, que isso não seria benéfico para a sua saúde e que tomar uma grande refeição de uma só vez não equivale a consumir pequenas refeições várias vezes ao dia, consoante a necessidade do corpo.

Por essa mesma razão, o mestre Zen, no primeiro koan, denuncia estar plenamente consciente de que aqueles discípulos que são mais fervorosos no início da caminhada, tendem a ser os que primeiro desistem. De pouco serve aprender uma técnica de Meditação, Yoga ou Reiki e depois não a aplicar por preguiça, comodismo ou falta de fé. No entanto, dado que tudo na vida são lições de auto-aprendizado, pelo menos, dessa forma o iniciante toma consciência da sua dificuldade em seguir algo que de início tanto o seduzíu pela promessa de alcançar aquilo que os mais perseverantes na prática conquistam. O discípulo deve, humildemente, reconhecer as suas próprias fraquezas interiores e jamais projectar em alguém as suas próprias falhas. Estará simplesmente a retardar a sua evolução. O verdadeiro mestre é o mestre interior. O mestre exterior é apenas um espelho do mestre interior. Todos as pessoas têm um guru interior, um guia que o orienta ao longo da caminhada. No entanto, poucas se dispõem a recolher-se ao silêncio para o poderem ouvir, em meio aos apelos incessantes da voz do ego que o tenta distrair através da corrente de desejos que o aprisiona.

O caminho espiritual exige paciência, humildade, auto-exigência, fé, devoção, perseverança, disciplina e não apego aos resultados. Esses são os valores que se devem fazer acompanhar daquele que se auto-intitula discípulo de qualquer prática espiritual para evolução, seja o Reiki, a Meditação Transcendental, o Yoga ou o Chi Kung.