Arquivo mensal: Abril 2017

O que é o Karma?

A Lei do Karma postula que toda a causa produz um efeito e que todo o efeito tem uma causa.

O Karma inicia no pensamento e reflecte-se noutro pensamento, palavras e acções. A Lei do Karma abrange tudo o que pensamos, verbalizamos e fazemos. Quando desejamos mal a alguém, consciente ou inconscientemente, ainda que não tenhamos verbalizado através de uma crítica agressiva ou agido no sentido desse desejo, estamos a produzir karma e teremos a consequência desses pensamentos e desejos negativos através das situações negativas que atraímos na nossa vida.

Por conseguinte, a decisão consciente e deliberada de observar os nossos pensamentos negativos ajuda-nos a abster do karma que se iria repercutir em situações negativas que podemos atravessar no futuro tais como doenças e perdas. A vigilância dos nossos pensamentos deverá ser constante para que não transformemos a nossa mente numa máquina inconsciente, produtora de adversidades futuras.

A Lei do Karma tem paralelismo com a Terceira Lei de Newton – a chamada Lei da Acção-Reacção – segundo a qual, qualquer corpo que exerce uma força sobre um outro, recebe uma força de igual intensidade, direção e sentido oposto.

Karma, em sânscrito, significa acção. Não obstante, o conceito de acção quando se trata da Lei do Karma engloba também desejos e palavras. Assim sendo, um ser humano não se pode considerar livre de incorrer em karma apenas porque não chegou a concretizar uma acção dado que tanto o desejo como a palavra já contêm em si forças criadoras muito poderosas que vão afetar a realidade no momento em que se manifestam.

Tal fica exposto no livro Autobiografia de um Iogue de Pahamahansa Yogananda quando Mukunda (Yogananda) levanta a mão com intenção de matar um mosquito que o acaba de picar urticantemente numa perna e se detém com medo de produzir karma perante o olhar severo do mestre que lhe pergunta porque não acaba o que começou, explicando-lhe que o simples desejo de matar o mosquito já produzíu karma, sendo a concretização dessa acção apenas a mera continuação desse mesmo karma.

Quando um ser humano tem a intenção de prejudicar alguém, ainda que tenha repensado o seu comportamento e acabado por desistir da sua acção negativa, já acarretará com o karma negativo desse desejo negativo embora se o tivesse concretizado, o karma fosse bem mais poderoso.

Terapia Multidimensional – O que é

A Terapia Multidimensional abre com a ajuda dos Seres de Luz as portas a novas possibilidades de cura baseadas no chakra do coração – portal multidimensional localizado no centro do peito de cada ser. O princípio orientador desta terapia segue o paradigma da Unidade, do Um Perfeito e Infinito que se vai instalando à medida que a consciência do paciente for despertando a cada sessão. A cura não é algo independente da consciência do paciente mas sim um dos reflexos da mesma. A Terapia Multidimensional abre, com a permissão dada pelo paciente, as portas da Compaixão e do Perdão através das quais, o paciente se liberta pouco a pouco dos problemas que o acometem derivados dos erros passados seus e de outras pessoas que com o próprio se relacionem.

À medida que as sessões vão progredindo, o paciente deverá integrar na sua vida certos aspectos de um modelo de pensamento mais próximo da consciência de Unidade que lhe permitirá aumentar a sua vibração através da capacidade de se amar mais a si mesmo e aos outros, da capacidade de ir compreendendo que alguns dos problemas que surgem na vida são, na realidade, por vezes, desafios escolhidos pela sua própria Alma quando ainda na Luz, antes de reencarnar, para superar, e por consequência, se tornar mais forte, mais luminosa, experiente, compassiva e humilde até se libertar da roda do Samsara e prosseguir para um novo estágio de evolução em que as encarnações físicas passam a ser apenas por vontade própria e não impostas pela necessidade imperiosa de limpar karmas passados.

Na terapia multidimensional, o terapeuta assume-se como um canal dos Seres de Luz e não como o originador da cura em si dado que a mesma é proveniente de Deus (Brahma) e os Seres de Luz atuam como Seus braços.
O livro Autobiografia de um Iogue da autoria de Paramahansa Yogananda ilustra de forma perfeita esse mecanismo de canalização de cura quando um discípulo do grande guru iluminado Lahiri Mahasaya lhe pede que este o cure da sua cegueira. Este episódio conta-se do seguinte modo:

“(…) Ramu aproximou-se timidamente de Lahiri Mahasaya. O discípulo sentia-se envergonhado por pedir que um bem-estar físico viesse juntar-se à sua imensa riqueza espiritual. «Mestre, Aquele que ilumina o Universo está em si. Rogo-lhe que me traga a Sua luz aos meus olhos, para que eu possa perceber o brilho do Sol.»

O Mestre respondeu: «Ramu, alguém arranjou forma de me colocar numa posição difícil. Eu não tenho o poder de curar.» Ramu expressou-se então de outra forma: «O Ser Infinito que existe dentro de si tem certamente esse poder.» Lahiri Mahasaya concordou com a nova formulação: «O que está a dizer agora é diferente, Ramu. De facto, para Deus não existem limites! Aquele que acende as estrelas e as células do corpo com o misterioso esplendor da vida pode certamente trazer o brilho da visão aos seus olhos.»”

Tanto o paciente como o terapeuta multidimensional devem compreender que a cura operada pelos Seres de Luz procede da Fonte, do Deus Pai-Mãe sendo este aspecto bastante vincado nos ensinamentos do Workshop de Terapia Multidimensional aos novos terapeutas multidimensionais. Em qualquer mecanismo de cura espiritual, não é o espírito do terapeuta que cura nem tão pouco o dos Seres de Luz, senão o Deus que habita no paciente, no terapeuta e nos Seres de Luz devendo, portanto, o paciente e o terapeuta renunciar a expectativas em relação aos resultados do tratamento.

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