Arquivo mensal: Fevereiro 2013

Amor incondicional

Vamos falar de amor? Vamos falar de amor!

Um dos tipos de amor mais importantes é o amor por nós próprios. Uma das dificuldades de nos amarmos a nós mesmos de forma incondicional e sem mácula são as ideias veiculadas pela sociedade e que foram denegrindo a nossa consciência de valor próprio o qual é intrínseco ao simples facto de sermos seres espirituais ligados a Deus. Ideias como “gostar de nós próprios é errado ou egoísta” ou “amar o próximo, esquecendo-se de si próprio” foram minando a nossa capacidade de sermos felizes e este processo iniciou-se logo na infância.

Em criança e, a posteriori, na adolescência, aprendemos que gostarmos de nós era o equivalente a sermos egoístas ou convencidos. Ensinaram-nos a sermos “boas pessoas”, a colocar os outros à frente e a pensar nos outros em primeiro lugar. Fomos sendo condicionados para partilhar as nossas coisas com os primos, os amigos, os colegas, apenas porque era educado fazê-lo, independentemente da nossa vontade. É capaz de ter ouvido dizer que, enquanto criança, você não tinha voto na matéria, que a sua opinião não era importante e que devia saber qual era o seu lugar, lugar este deduzido por si, logicamente, como sendo inferior.

Os bebés nascem repletos de auto-estima. Mais tarde, quando crianças, consideram-se bonitos e com um senso de importância bem fundado de uma forma natural. Mas à medida que a adolescência se vai aproximando já as ideias veiculadas pela sociedade vão surtindo efeitos e aniquilando a auto-confiança e dando lugar a sentimentos de inferioridade e insegurança. Afinal, não é normal andarmos por aí a gostar de nós mesmos. O que é que os outros vão pensar? O sugestionamento é extremamente subtil e as ideias, embora não sendo passadas com má intenção, vão-se instalando. As cortesias sociais fazem parte deste condicionamento que a sociedade julga requisito necessário para a entrada no mundo dos adultos. Entre as crianças, “por favor”, “se faz favor”, “com licença”, “obrigado” e outras fórmulas de cortesia nunca são usadas. Estas apenas são usadas com o intuito de agradar aos mais velhos. Instruções como “vai cumprimentar os teus tios e os teus avós” ou “pede licença para te levantares da mesa” entre outras vão deixando a mensagem clara de que os outros têm importância, você, enquanto criança, não tem importância. Sugestões como “não te fies no teu julgamento”, “és criança, não percebes” foram ajudando a interiorizar a ideia de que as suas próprias opiniões valiam menos que as opiniões alheias.

A generalização, como mecanismo do raciocínio humano, catalisou estas ideias a níveis que tornaram a inversão dos valores errados de infância uma luta que se poderá estender pelo resto da vida.

Estas regras, mascaradas de normas sobre como viver em sociedade, aprendidas na infância, persistem na idade adulta originando todo o tipo de inseguranças que, inevitavelmente, se reflectirá na vida amorosa. O amor que consegue transmitir aos outros é directamente proporcional ao amor que sente por si mesmo.

O amor incondicional ou, o único que merece esse título de amor, é a capacidade de permitir que as pessoas que amamos sejam o que quiserem ser e manifestarem-se da forma que entenderem, sem que se lhes exija qualquer coisa em troca.

Porém, quantas pessoas, em pleno acordo com a sua consciência, são realmente capazes de colocar isto em prática? Como é que consegue a proeza de amar os outros e, simultaneamente, os deixar ser sem os tentar aconselhar ou influenciar para que correspondam às nossas expectativas? A resposta é directa. Porém, por vezes, só pode ser entendida a partir de um lugar interno de liberdade espiritual, de um nível superior de consciência: amar-se a si próprio. Quando se ama a si próprio, automaticamente considera-se bonito, atraente, precioso, importante, imprescindível e valioso. Quando tiver reconhecido o quão maravilhoso e digno de amor é, não necessitará mais da aprovação dos outros nem estará dependente dos julgamentos de outros sobre as suas decisões e comportamentos.

Somente quando parte de um lugar em que se ama a si, pode amar os outros, pode dar aos outros e fazer algo por eles com uma consciência completamente diferente daquela em que parte quando o faz pela sua necessidade de aprovação social. Passa a amar os outros a partir de um sentimento de verdade, em que já não espera recompensas ou receber a gratidão e o reconhecimento do exterior. É algo de sua livre iniciativa e não da iniciativa de um ego dominado pelos padrões da infância. O prazer que recebe está já a sentí-lo quando dá, no momento presente, sem antecipar o seu próprio futuro. Aí sim, pode pensar nos outros! Não enquanto não se amar verdadeiramente a si próprio… Se não se ama e se considera sem valor, que valor terá o amor que você tenta dar? E se não o consegue dar, será que o consegue receber? Mesmo que alguém, próximo de si, seja capaz de lhe dar amor verdadeiro e incondicional, você não o conseguirá receber porque não se valoriza e poderá, eventualmente, acabar por rejeitá-lo devido à sua condição auto-imposta de não-merecimento. O valor que você tem está dependente do amor que consegue sentir por si próprio em primeiro lugar.

Até alguém o pode amar mas você não vai conseguir receber esse amor porque, caso não se ame a si próprio, a sua tendência será a desvalorizar tanto o amor que lhe é entregue como a pessoa que o entrega dado que faz uma correspondência subconsciente de que algo de valor é dado a alguém importante, de valor, e algo menos valioso é dado a alguém menos importante.

Quando não se ama a si próprio, tem tendência a fazer exigências, a usar de artimanhas sociais para manipular o outro. Por exemplo, nas relações amorosas, quando um companheiro tenta rebuscar o amor do outro através de promessas que o outro proferíu, contratos assinados, alianças, pessoas, situações, eventos e coisas em comum…

A dificuldade de dizer “amo-te” está também intimamente ligada a este problema. Quando a pessoa não se ama a si própria, uma declaração de amor tem um peso imenso e comporta um elevadíssimo risco dado que se encontra dependente da resposta da outra parte. Todo o seu valor é colocado em jogo quando a pessoa, sem amor próprio, ganha coragem (eventualmente) para pronunciar esta palavra. Caso a sua intenção não seja correspondida, a pessoa vê perdida uma parte de si. Por outro lado, se a intenção for correspondida apenas verá continuar a sua dependência do exterior e poderá resultar numa relação de co-dependência – uma forma imatura de relacionamento.

Porém, se a palavra for pronunciada por alguém que se ama a si próprio, então a resposta não será tão importante já que não está apegado ao resultado. Não estar apegado a um resultado decorrente de uma acção que se empreendeu é a verdadeira maestria da vida. Shiv Charan Singh, criador do sistema numerológico Karam Kriya, ensinou-me em Sintra (Agosto de 2010) que não é o desapego que devemos praticar mas antes o não apego. Desapego implica a existência de um mal que já foi feito e que agora estamos em modo de limitar os danos. Não apego, por seu turno, é preventivo.

Alguém que se ama a si próprio não tem qualquer dificuldade em dizer “amo-te” já que parte de um amor que já tem e que não pode perder, de um amor que parte de si mesmo e que se permite ter e que, por conseguinte, não necessita do exterior. Caso não obtenha a resposta desejada, embora não dependente da mesma, o seu valor permanece intacto. Ser ou não retribuído não iria influenciar rigorosamente nada na forma como o próprio se vê a si mesmo e a importância que atribui a si próprio. Talvez quisesse que a outra pessoa o correspondesse mas não é essencial para essa pessoa.

Como atingir esse estado? Uma das formas era ter nascido numa sociedade constituída por seres espiritualmente iluminados. Não que estivesse dependente deles para o condicionarem para o amor por si mesmo porque esse você já o tem desde que nasce mas sim para que, simplesmente, estes seres sábios, não fazendo nada, o deixassem intacto com a auto-estima com que nasceu, o exacto oposto do que faz a sociedade actual – nasce com elevada auto-estima e amor-próprio e condicionam-no para o “integrarem” como adulto na sociedade, baixando-a com “boas intenções” para o “domesticarem”.

Outras das formas, não necessariamente a única, é através da prática espiritual. O Reiki é um dos melhores exemplos.

A tomada de consciência

Assumirmos a responsabilidade pela nossa vida é uma das consequências de uma sessão de terapia da Leitura da Aura que tem como principal objectivo a tomada de consciência do consulente.

Tendo nós crescido numa cultura que nos ensina que não somos responsáveis pelo que sentimos ou pensamos mas apenas pelo que fazemos, ocorre uma certa desresponsabilização do sujeito, visível nas frases que usamos comummente para o justificar.

Por exemplo, podemos dizer “sinto-me irritado” em vez de “decidi criar em mim a sensação de irritação já que normalmente uso a raiva como forma de manipular os outros já que eles pensam que eu os posso dominar temporariamente dessa forma”. O que é comunicado a um nível subconsciente é que não somos responsáveis pelos nossos sentimentos sendo apenas resultado das nossas reacções. A nossa comunicação implica, na sua base, um tipo de raciocínio que nos é passado pelo condicionamento social sem que nos apercebamos.

De forma a assumir a responsabilidade pela sua vida e, consequentemente, aceder a essa liberdade de escolha para que não se sinta mais preso a uma situação, é necessário aprender a pensar de uma forma nova. O espírito da pessoa, muitas vezes, durante uma leitura da aura, revela esse problema. É como se houvesse algo na pessoa, algo de uma sabedoria mais profunda, que pensa de uma forma diferente do ego. O ser humano está habituado a uma determinada corrente de pensamento e é necessário algum trabalho para interromper esse hábito.

A felicidade é uma disposição natural em cada ser vivo conforme podemos observar em crianças de tenra idade, ainda não sujeitas ou, pelo menos, pouco sujeitas ainda, ao condicionamento social. Para um adulto, já sujeito ao condicionamento social, é necessário desaprender todos esses vícios de raciocínio e apercebermo-nos dos pensamentos nocivos que nos retiram a liberdade de escolha. Para isso, é necessário que ganhemos consciência deles e da forma como nos estão a prejudicar. Essa é precisamente uma das funções da leitura da aura – o espírito, de longe bem mais sábio e antigo que o ego, tem acesso a um manancial de conhecimento e sabedoria que o ego não dispõe na sua curtíssima existência (80 ou 90 anos) e sabe como ninguém da importância de assumir a responsabilidade pela sua vida uma vez que é o próprio que vai colher os frutos dos seus pensamentos, emoções, sentimentos e acções. Cortar os padrões mentais nos quais foram investidas milhares de horas do seu tempo não é certamente tarefa fácil mas a única forma de o poder fazer, de poder iniciar uma mudança de direcção é através da tomada de consciência.

Tem duas formas de resolver o problema: a primeira consiste em vigiar os seus pensamentos e recomendada por imensos autores ocidentais na área do desenvolvimento pessoal. A segunda que é a que prefiro, pratico e defendo, trata-se do acesso a um nível de consciência superior, usando a Meditação ou outras ferramentas. Esta segunda forma permite poupar anos de esforço e é natural. A Meditação implica regressar à base, elevar o nosso nível de consciência, temporariamente, em alguns momentos, durante o dia, para que os nossos pensamentos fluam naturalmente a partir desse nível com uma frequência cada vez maior. A meditação que recomendo é a Meditação Transcendental de Sua Santidade Maharishi Mahesh Yogi. Duas vezes por dia, em períodos de cerca de 15 a 20 minutos ao acordar e antes de deitar, podemos infundir-nos cada vez mais da nossa essência, despertar a nossa intuição e dispor naturalmente de uma forma de pensar, de um modo de raciocínio muito mais elevado e positivo, sem qualquer esforço.

O mundo emocional tido muitas vezes como somente reactivo resulta de uma assimilação de hábitos que foram sendo reforçados ao longo de uma vida inteira. Para erradicar esses hábitos, é necessário desaprendê-los. Você poderá argumentar que no minuto em que surge a situação que lhe causa sofrimento, se sente completamente impotente para a contrariar. A primeira solução consistiria em aprender novas formas de reagir àquilo que lhe acontece, isto é, associar uma reacção positiva a uma situação à qual antes associava uma reacção negativa. Esta primeira solução baseia-se no facto de que um pensamento se torna uma crença quando trabalhado repetidamente e não apenas na situação em que tentamos a primeira vez, falhamos e não voltamos a tentar, justificando a nossa falta inicial de experiência como falta de talento.

A segunda solução é através do acesso a um nível de consciência superior através da meditação. Automaticamente os nossos nós são desfeitos, o nosso pensamento fica optimista e positivo, dispomos de mais energia e tornamo-nos mais conscientes dos orifícios (eventualmente, visíveis na nossa aura) por onde a energia está a ser drenada. A Leitura da Aura funciona de forma diferente no sentido em que permite ao terapeuta identificar de imediato e mostrar ao consulente as situações e pessoas que estão a actuar como “vampiros” energéticos.

O seu livre arbítrio embora não lhe permita escolher quais as situações de vida pelas quais irá passar (elas já foram feitas pelo seu espírito anteriormente), permite-lhe escolher como irá reagir a essas situações que se encontra a co-criar em conjunto com uma miríade de co-actores coadjuvantes e oponentes. Se no trânsito alguém que vem pela esquerda não lhe cede passagem ou se fica irritado com a tentativa constante de comerciais agressivos de empresas de telecomunicações e do sector da banca de lhe impingirem serviços nos quais não está interessado lembre-se: “você tem demasiado valor para ser irritado por alguém, principalmente por alguém que é tão insignificante na sua vida”.

As vantagens da meditação

A meditação relaxa o corpo e a mente, diminui a sensação de stress e proporciona uma maior clareza. Estas são, por si só, enormes vantagens, mas existem outras. Algumas podem surgir espontaneamente, quer esteja à procura delas, quer não; outras há, porém, que dependem do esforço investido. Isto porque a meditação pressupõe diferentes níveis.

Podemos aqui enumerar alguns dos benefícios físicos que se fazem sentir: redução da pressão sanguínea, menor tendência para comer demasiado, gestão mais controlada da dor crónica, auxílio no combate ao abuso do álcool e das drogas, e postura mais correcta e maior consciência do próprio corpo.

Relativamente aos benefícios psicológicos da meditação, poderemos referir os seguintes: melhor qualidade de sono, memória fortalecida, controlo mais eficaz das emoções perturbadoras, como a raiva e a ansiedade, reforço da tolerância no que diz respeito às outras pessoas e às irritações menores, apreciação mais profunda dos pequenos prazeres da vida e, como é óbvio, maior controlo da mente sobre os pensamentos. Muitas pessoas alegam também que, pouco depois de terem começado a fazer meditação, multiplicam-se os comentários por parte de familiares e amigos relativamente ao seu aspecto mais saudável e jovem; além disso, os colegas afirmam ser agora mais fácil lidar e trabalhar com estes «recém-meditadores».

A meditação traz igualmente notáveis benefícios a todos os interessados no desenvolvimento pessoal e espiritual – acedemos a um maior auto-conhecimento; compreendemos e aceitamos melhor a nossa maneira de ser; apreciamos intensamente a natureza; desenvolvemos uma profunda compaixão por todos os seres vivos, e uma imensa gratidão pela dádiva da vida.

Existem vários tipos de meditação: uns à base de mantras como na Meditação Transcendental, outros com base na respiração e outros com base em visualização como na Meditação das Rosas que todos os terapeutas de leitura da aura praticam antes de fazerem uma leitura da aura.

Paulo Nogueira Terapias

A rosa é o elemento central de limpeza na Meditação das Rosas

A Meditação das Rosas, método da Foundation for Spiritual Freedom, funciona com rosas plasmadas no plano astral. Esta meditação permite a limpeza da aura e a remoção dos bloqueios em cada chakra bem como melhora a proteção contra energias externas intrusivas e confere um melhor enraizamento o que nos permite estar mais no Aqui e no Agora.